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DIÁRIO DE VIAGEM

[30]   jo+úo  |  09-12-2005
VII Rota do Rally

Decorreu ontem, dia 8 de Dez, mais uma edi+º+úo deste cl+íssico evento de BTT.
Com in+¡cio na cidade de Guimar+úes, os participantes seguiram durante alguns quil+¦metros pela ciclopista em direc+º+úo +á Serra de Fafe.
Apesar de bastante agrad+ível, ao fim de poucos quil+¦metros o alcatr+úo desta excelente ciclopista foi abandonado e come+ºou o verdadeiro piso do BTT.
Logo ali, nos primeiros metros, as evid+¬ncias do que representa a classifica+º+úo "dificuldade elevada" do Clube de BTT da Casa do Povo de Retorta.
Al+¬m de longa, com piso bastante escavado pelas chuvas que nos +¦ltimos tempos tem ca+¡do copiosamente, aquela primeira subida (digna desse nome) era demolidora. Mas, chegados ao topo, a descida que se seguiu era bem agrad+ível. Al+¡as, esta +¬ uma das caracter+¡sticas deste percurso. As grandes subidas s+úo seguidas de grandes e agrad+íveis descidas. +ë um verdadeiro "rompe pernas". Por+¬m, enquadrados por uma magn+¡fica paisagem, nesta altura do ano, e devido a um Outono tardio, ainda plena de cor, isso era de somenos import+óncia Os verdes, na sua multiplicidade de tons, intercalavam com grandes manchas de castanhos, amarelos e vermelhos. Um quadro para fazer esquecer o esfor+ºo
Apesar de inscritos no grupo orientado por guias, por n+úo possuirmo GPS, logo +á sa+¡da do semin+írio do Verbo Divino, colamos ao primeiro grupo com GPS que sa+¡u. Durante v+írios e longos quil+¦metros esta foi a estrat+¬gia seguida por mim e pelo Vasco. Este primeiro grupo, no entanto, estava com um andamento superior ao nosso e fomos "abandonados". +Ç nossa frente seguia um outro grupo, mais pequeno, de 3 elementos, aos quais nos colamos na expectativa que estivessem equipados com GPS. S+¦ que, tal como n+¦s, tamb+¬m dependiam de outros. Nada de GPS!
Adoptamos ent+úo uma outra estrat+¬gia, seguir as marcas dos rodados. Quais pisteiros experientes, num excelente trabalho de equipa, l+í fomos seguindo os rodados, bem marcados porque, felizmente, o piso estava mole devido +á chuva dos dias anteriores.
Depois daquela descida brutal por que toda a gente ansiava, em que s+¦ os mais afoitos arriscam descer em cima da bicicleta, e este ano ainda mais dif+¡cil e com mais rochas +á mostra, seguimos com um novo grupo com GPS. A coisa at+¬ funcionou bem durante alguns quil+¦metros, s+¦ que, numa subida mais longa e bastante t+¬cnica, tipo cal+ºada romana, onde a +ígua corria farta, tornando as rochas bastante escorregadias, distanciamo-nos deste grupo. +Ç frente, econtramos um grupo de motoqueiros que conversavam debaixo de uns carvalhos. Passado pouco tempo, come+ºamos a ouvir, atr+ís de n+¦s, o rugido das motas que em poucos segundos nos alcan+ºaram e, a grande velocidade, nos passaram. Divertiam-se, os motoqueiros, a fazer sinuosas habilidades em r+ípida acelera+º+úo. Como resultado, e daqui e para a frente, os rodados das bicicletas, nosso +¦nico guia e que tanto nos empenhavamos em seguir, foram literalmente apagados.
S+¦zinhos e sem GPS, chegamos a um cruzamento com uma estrada de alcatr+úo. O trilho seguia em frente, mas n+úo sab+¡amos que direc+º+úo tomar. Ainda esperamos que os companheiros que vinham atr+ís de n+¦s chegassem, mas atendendo +á demora, o Vasco, com o seu conhecimento do percurso do ano anterior, referiu que a barragem estava perto, no fundo do vale que se desenvolvia +á nossa frente. +Ç pergunta, feita por ele, se arriscavamos ou esperavamos mais um pouco, decidimos arriscar e avan+ºamos. Por sorte, e ap+¦s um breve reconhecimento, verificamos que tinhamos optado pelo trilho certo.
Daqui para para a frente, foi s+¦ descer em direc+º+úo +á barragem por um trilho magn+¡fico. Bordejado por muros de pedra, provavelmente t+úo antigos quanto a hist+¦ria, envolvido por um manto florestal de carvalhos e pinho, o trilho, sinuoso, desenvolvia-se r+ípido, encosta abaixo, at+¬ ao espelho de +ígua da barragem que, naquele dia, se divertia a reflectir, nas suas calmas +íguas, e para deleite dos participantes, a beleza das encontas circundantes. Envolvidos por aquele deslumbre, respirando com prazer a frescura l+¡mpida do ar matinal, em compassada mas calma pedalada ao longo das margens daquele magn+¡fico espelho de +ígua, fomos, em amena cavaqueira, vencendo as poucas centenas de metros que nos separavam da paragem para a chouri+ºa assada e para a malga de sopa quentinha e retemperadora.
Como nestes momentos +¬ f+ícil encontrar motivos de conversa e oportunidades para encetar novas amizades, travamos conhecimento com o Joaquim e o Paolo que se prepararam para sair. Como estavem equipados com GPS, simpaticamente esperaram que acab+íssemos de comer e l+í fomos os quatro, serra acima, para a +¦ltima metade do percurso.
Nunca mais nos deixamos, Sempre a conversar l+í fomos vencendo as +¦ltimas subidas at+¬ +á +¦ltima e longa descida para Fafe. J+í nas ruas da cidade, seguia atr+ís de n+¦s um carro em constante buzinar. Ainda pensamos que nos estava a saudar, mas n+úo, a sauda+º+úo de, ainda, felicidade era para um jovem casal de noivos.
De novo na ciclovia, na parte final j+í a caminho de Guimar+úes, decidimos apear-nos para um caf+¬zinho e umas +íguas das pedras num antigo apeadeiro agora transformado em caf+¬. O espa+ºo +¬ acolhedor e extremamente agrad+ível. Um belo local para levar a fam+¡lia em passeio domingueiro.
Depois disto, foi rumar at+¬ Guimar+úes onde chegamos por volta das 14:40.
Duche tomado, despedidas feitas e contactos trocados com o Joaquim e com o Paolo, fomos fazer horas, com uma francezinha +á nossa frente, para um caf+¬ ali perto, at+¬ +á hora do sorteio agendado para o fim da tarde.
Como n+úo podia deixar de ser, e a exemplo do que j+í tinha acontecido em Portalegre, ao Vasco foi sorteado um chap+¬u. Bem que ele queria um dos capacetes que l+í estavam, mas como se costuma dizer "chap+¬us +á muitos...", e ele l+í veio de barrete enfiado.
Para terminar mais um dia bem passado, fomos para Riba D'Ave comer mais uma bela de uma francezinha. Bem pode dizer-se que este dia, para al+¬m do BTT, foi o dia das Francezinhas.

Jo+úo

[29]   vasco  |  03-12-2005
6 horas de resist+¬ncia em BTT - Guarda

No passado dia 27 de Novembro dei um pulo at+¬ +á Guarda. Temperatura prevista para esse dia: m+¡nima -3 , m+íxima 2. Assim foi. Estranhamente o frio que poderia ter sido o maior inimigo n+úo chegou a fazer mossa. L+í est+í: viva o ar seco do interior que permite que se aguente muito melhor do que o ar h+¦mido da Praia de Mira.
Regressando +á prova, ela consistia num percurso de 8,5 Km pelo meio da serra e em grande parte do percurso, nomeadamente nas subidas, o piso t+¬cnico era de moer o esqueleto. Al+¬m do mais levei a HT que me violentou as costas.
Mais uma prova sem grande nota de registo: o grupo de montanhismo da Guarda, que conta com magn+¡ficos trepadores e com uma juventude promissora a+ºambarcou os primeiros lugares, individuais e em equipas. A paisagem do interior, nomeadamente a montanha a partir da qual creceu a cidade da Guarda, +¬ ainda espectacular de ser presenciada. Todo um ambiente rural pode ainda ser vivido. O jantar n+úo esteve mal e mais uma vez fui o +¦nico Arfador presente.
Algu+¬m disse que o momento era muito alto at+¬ porque se estava na cidade mais alta do pa+¡s.
Eu digo: a prova foi para apreciadores de single-tracks e quem n+úo foi n+úo sabe o que perdeu.

Abra+ºos e arfem

Vasco

[28]   vasco  |  06-11-2005
E a Lous+ú aqui t+úo perto...
+ë com um sentimento algo contradit+¦rio que escrevo estas linhas. De novo, pela primeira vez este ano, regressei +á Serra da Lous+ú com o Paulo e o Moreira da Figueira. Gir+úo e companhia acabaram por n+úo aparecer. Como tinham estado no dia anterior no Festibike na corrida/passeio de estrada estavam muito cansados...+¬ a velhice.
Por um lado a enorme alegria satisfa+º+úo de ter andado 60 Km a subir e descer por uma das serras mais genu+¡nas e aut+¬nticas da nossa parv+¦nia. Por outro, o divulgar de uma das serras mais espectaculares em termos de trilhos e de paisagem. Eucaliptos...nem v+¬-los, ao inv+¬s, eles eram castanheiros, carvalhos, cedros, vidoeiros e b+¬tulas. Por momentos julguei estar a andar em cima da Commen+ºal nos alpes ou nos pirin+¬us.
Come+ºamos na Lous+ú e contrariamente ao ano passado opt+ímos por seguir a j+í famosa rota das aldeias de Xisto: Chiqueiro, Talasnal, Casal Novo, Vaqueirinho. Umas mais bem conservadas do que outras, umas ocupadas para 2-¬ resid+¬ncia (Casal Novo), outras com popula+º+úo ind+¡gena, os poucos que ainda l+í vivem (Chiqueiro) e outras ocupadas com quem decidiu viver uma vida isolada e longe de tudo (Vaqueirinho). Daqui ainda se chega a uma 5-¦ aldeia de Xisto por um magn+¡fico carreiro que n+úo tem mais de um metro de largura.
Chegados a um dos pontos mais altos da Serra, entre o Trevim e Sto Ant+¦nio das Neves, tomou-se a op+º+úo de fazer os single-tracks do pessoal de free-ride e o down-hill. Adrenalina ao rubro n+úo obstante o facto de me fazer transportar de HT em vez da minha FS que est+í de...quarentena.
Na descida passamos pelos s+¡tios mais espectaculares da Serra, em termos paisag+¡sticos e n+úo me sai da mente o registo fotogr+ífico do contraste entre o verde dos pinheiros e o amarelo e castanho dos castanheiros e de outras arvores de folha caduca. Magn+¡fico. Foi de tal forma inebriante que se estiver bom tempo no pr+¦ximo domingo l+í estaremos com o atractivo adicional de ser a feira anual da castanha e do mel...com imensas tasquinhas de comes e bebes da regi+úo...
Quero ver a desculpa que os estimados e colegas arfadores v+úo dar...

Vasco

[27]   vasco  |  06-10-2005
Serra da Cabreira

O senso comum +¬ pr+¦digo em ideias preconcebidas. Muito facilmente se contrariam, provando-se claramente a falta correspon+¬ncia com a verdade. Quando se refere o nome da Cabreira poucos s+úo os que tem uma reac+º+úo de acolhimento favor+ível ou de entusiasmo, pois a Cabreira ainda n+úo +¬ uma zona de elei+º+úo dos desportos de montanha, dos roteiros de aventura e de actividades radicais. Esperemos que assim se mantenha. Posso adiantar que a Serra da Cabreira em nada fica atr+ís da do Ger+¬s ou da Peneda: a paisagem , as aldeias, as gentes, o isolamento e o esfor+ºo quase tit+ónico de partir pedra em cima da bike constituem momentos de dif+¡cil esquecimento.
Vamos ao passeio propriamente dito:
Sa+¡da de Aveiro +ás 8.30 horas e gra+ºas +á interpreta+º+úo por sat+¬lite que o nosso colega JR tem, acabamos por ter a singela oportunidade de escolher o s+¡tio mais belo, mas tamb+¬m, o mais long+¡nquo. Conclus+úo: em virtude de uma prov+ível tempestade solar que lhe afectou o GPS mental chegamos ao Salto (ponto de partida) com quase duas horas de atraso. Esperavam-nos o Francisco Moura e o Mesquita com os seus bichos: Cannondales Jekylls apetrechadas com leftys.
Come+ºamos a incurs+úo e numa primeira descida uma distrac+º+úo e l+í ca+¡ num tapede de...tojo. Picos por todo o lado. Sem dar por ela estava a ser ajudado pelos colegas arfadores a extrairem-me esses corpos estranhos cravados nos meus dedos. Seguiram-se estrad+¦es, trialeiras, muitas subidas t+¬cnicas e a minha falta de jeito aliada +á pouco versatilidade da Ghost, impediram-me de progredir com o mesmo ritmo do grupo. O Vasco Cardigos passava por mim e com um ar de triunfo gozava: precisa de ajuda ?, tendo-lhe respondido: guarda essas palavras pois vais rumin+í-las e n+úo tarda nada.
Tinha chegado a subida do dia: ir+¡amos subir o alto do Talefe a 1250 metros de altitude por um estrad+úo rolante. Ainda ou+ºo uma provoca+º+úo b+ísica , um lugar comum intelectualmente paleol+¡tico oriundo de um outro arfador: "n+úo te vou ultrapassar na subida s+¦ para n+úo te sentires destro+ºado mas seguirei na tua roda".
Pois bem come+ºou a subida com cerca de 5/6 Km. Pedalo inicialmente com uma cad+¬ncia suave e ao fim de algum tempo for+ºo nitidamente o ritmo.
O primeiro arfador rapidamente fica para tr+ís, pensei que se aguentasse mais tempo, o outro, esse mesmo, que cabe na sombra de uma linha telef+¦nica, ainda me acompanha durante algum tempo mas precisa de passar mais tempo no gin+ísio e sobretudo de gerir melhor a energia. Apesar de tudo encontra-se francamente em grande forma. De qualquer forma o atesto que ambos levaram foi fotografado e quanto a provas imag+¬ticas pouco ou nada h+í a fazer. Quando muito uma quadra se revelar+í apropriada:
No alto do talefe
e quando menos esperava
levei um tabefe
enquanto estoirava...
ahaahahaha
O passeio seguiu por uma incr+¡vel trialeira do alto da Cabreira e rapidamente chegamos auma t+¡pica aldeia da serra onde estabelecemos contactos com uma anci+ú que espantada l+í nos indicou uma fonte para saciarmos a sede. Faltava ainda a conquista de um pequeno promont+¦rio perto do Salto e podemos ver a magn+¡fica albufeira da Venda Nova e o espectacular contraste com o meio envolvente.
Pois bem, poderiam pensar que a jornada teria acabado por aqui:... "ahahahah". Nada disso, faltava a posta barros+ú da D. Maria com as suas suculentas batatas fritas e o seu maravilhoso binho. J+í nem cito a alheira e o paio servidos na entrada que ainda me faz agora crescer +ígua na boca passadas que foram mais de 24 horas do op+¡paro repasto.
A Cabreira ficar+í nos roteiros. Um grande abra+ºo pela companhia do Moura e do Mesquita e dos intr+¬pidos arfadores que n+úo ir+úo esquecer t+úo cedo o dia arfante na Serra da Cabreira.

Vasco

[26]   vasco  |  04-09-2005
XUR+èS EXTREME 100 KM

Nunca +¬ tarde para aprendermos coisas novas. Sempre que alinho numa maratona ou uma prova afim venho enriquecido com essa experi+¬ncia.
O Xur+¬s extreme foi uma prova dura. N+úo tanto como o LusoAlpes mas bem mais dolorosa do que a 2-¬ etapa da Mini-travessia das Montanhas organizada pela Ciclonatur.
Vamos aos n+¦meros: 3500 metros de acumulado e 100 Km de dist+óncia. Para termos uma ideia do que isto representa, em compara+º+úo com os outros eventos, o Luso Alpes foram 4000 metros de acumulado e 114 Km de dist+óncia, dist+úncia semelhante +á etapa da Mini-travessia, mas superiores aos 3600 metros de acumulado que esta apresentava.
Este evento poderia ser de 40, 60 e de 100 Km com atalhos para quem n+úo se aguentasse das canetas.
Dos arfadores alinharam o Valdemar e o Nuno. Alguns colegas arfadores n+úo puderam comparecer em virtude do novo hobby que os anima e como +¬ sabido se trata de uma cria+º+úo de...coelhos (se ainda fossem os da Playboy).
Logo no in+¡cio da prova a primeira gaffe do evento. Todos atr+ís da mota da organiza+º+úo quando de repente o guia faz invers+úo de marcha e diz: enganei-me n+úo +¬ por aqui... Mais 3 Km nas pernas, nada de grave.
Subimos de Lobios at+¬ +í Portela do Homem pelo estrad+úo da Rota das Sombras ou mina das Sombras. Como gosto de estrad+¦es... A bike anda sozinha. Foi sempre a dar-lhe. Chegado +á Portela do Homem, 1-¦ abastecimento. Foi a partir daqui que as coisas se complicaram: ter+¡amos que subir um trilho algo t+¬cnico at+¬ +ás antenas de Sta Euf+¬mia. #$&??=?)&%/.... mas porque +¬ que p+¦em estas coisas. Nesta subida algo de inesperado: um ataque de caimbras que em provas semelhantes raramente me acontece. De Sta Euf+¬mia foi sempre a descer at+¬ Sta Madalena que +¬ a fronteira que confina com a do Lindoso. Paisagem arrebatadora sobre a albufeira do Alto Lindoso mas a descida estupidamente t+¬cnica n+úo permitia grandes contempla+º+¦es. Faltava ainda a subida de novo para a Portela do Homem e depois a descida do dia , impr+¦pria para especialistas em ... estrad+¦es. Nem sei quntos Km foram at+¬ chegar c+í em baixo: 5 , 8 , 10 Km. Metade desta descida foi feita com a burra +á m+úo pois era muito dif+¡cil descer aquele single-track sempre em cima da bike.
Deu de qualquer maneira para ver que a minha FOX +¬ 100 vezes superior +á SID que tinha e que como tal n+úo estou nada arrependido pelos 300/400 gramas a mais.
Furei antes de chegar +á meta mas como estava todo desfeito, decidi andar com o pneu vazio pois j+í n+úo tinha percep+º+úo suficiente para o mudar. Resultado : pneu cortado.
Tempo que levei a pedalar: 7 horas e 43 minutos...
Lugar: ???? N+úo me recordo.
A seguir ao Luso Alpes foi o empeno mais duro que vivi.
Quando +¬ o pr+¦ximo ?

Vasco



[25]   Vasco  |  03-08-2005
Incurs+úo pela Serra de S. Mac+írio e visita a Drave

No passado dia 31, realizei com o J. Ribeiro o +¦ltimo passeio da temporada, antes de umas merecidas f+¬rias. Regressar a Drave +¬ sempre uma experi+¬ncia inolvid+ível. A aldeia abandonada e quase inacess+¡vel, o trilho muito t+¬cnico para l+í chegar e a subida de 4 Km para sair de l+í.
Nunca +¬ tarde para aprendermos. Pois foi o caso: em tr+¬s anos de pr+ítica de BTT dei o trambolh+úo mais rid+¡culo que alguma vez poderia ter dado. A corrente saltou para um prato mais pequeno da cassete, quando puxava pela bike, em pleno esfor+ºo, em p+¬, e de repente, queixos no alcatr+úo. Adiante, dente partido... do prato do pedaleiro: quem +¬ que disse que o pedaleiro XT era melhor que os FSA ?
A paisagem do maci+ºo da Gralheira +¬ +¦nica. Cada especificidade morfol+¦gica tem uma hist+¦ria, que o diga o Ribeiro que via em qualquer calhau uma explica+º+úo para o sentido da exist+¬ncia. Enfim, n+úo o censuro. Mas, o momento do dia estaria para vir quando em Drave observamos os escuteiros a fazer uma latrina perto de um curso de +ígua. Vai da+¡ o J. Ribeiro elucidou-os que o n+úo deveriam estar a fazer ali, pois poderiam contaminar a dito regato. E n+úo +¬ que os escuteiros acataram? Ele h+í pessoas que exalam autoridade, acad+¬mica, e carisma suficiente para convencer os debutantes da latrina. Ehehehehehe...
Poder+¡amos pois dizer que o passeio ficou apelidado pelo ABC do saneamento b+ísico e tamb+¬m, porque n+úo, pelo s+¡tio onde o morto matou o vivo. Uma hist+¦ria curiosa que nos contaram: na aldeia da Pena, quando ainda n+úo havia cemit+¬rio, os defuntos eram transportados para uma povoa+º+úo vizinha, e como os carreiros eram por +¡ngremes encostas, os transportadores do caix+úo l+í se descuidaram e cairam pelo precip+¡cio abaixo, tendo morrido um deles em virtude do caix+úo lhe ter ca+¡do em cima.

Abra+ºos e usufruam bem das f+¬rias.

Vasco

[24]   Jo+úo  |  26-07-2005
Ponte de Lima GÇô Castro Laboreiro

Quando o Vasco me falou neste passeio imediatamente acedi em participar, mais n+úo fosse pela beleza sobejamente conhecida do Alto Minho e, em particular, do Parque Nacional da Peneda Ger+¬s, al+¬m de que, algumas semanas antes, tinha falhado o passeio por ele organizado para a mesma regi+úo e n+úo podia, agora, faltar novamente.
Os anunciados 80 km at+¬ que eram uma dist+óncia agrad+ível. Nada que n+úo pudesse ser feito, ainda que com alguma dificuldade, como, ali+ís, previamente a organiza+º+úo n+úo se coibiu de anunciar. Mais a mais, o Luso Alpes ainda estava bem presente na mem+¦ria, e, depois de um evento daqueles, qualquer outro parece sempre ao alcance e realiz+ível.
Pois bem, depois de tudo combinado, p+¬s nos pedais e ala para o Minho.
N+úo vou comentar a magnific+¬ncia das serranias e dos seus profundos vales, por onde correm, ainda, di+ífanas +íguas, embora escassas neste ano de terr+¡vel seca. As sempre verdes encostas minhotas come+ºam, tamb+¬m elas, a mostrar evidentes sinais dos longos meses sem chuva. Vou sim, comentar os imprevistos 162 km que acabamos por fazer. Se o Vasco, antecipadamente, me tivesse informado que seriam 160 e n+úo 80 km, muito provavelmente n+úo teria feito o passeio.
Ainda bem que n+úo o disse. Estou em crer que, tamb+¬m ele, n+úo sabia que o passeio a Castro Laboreiro n+úo era s+¦ de ida, tamb+¬m era de volta. Incr+¡vel, sem nada que o fizesse prever, l+í fomos pedalando a bom ritmo para Castro Laboreiro, como se realmente tudo se resumisse a uma ida. Subidas e mais subidas, embora em alcatr+úo at+¬ +á Portela do Alvito, logo acima da aldeia de Sistelo. Uma pausa numa t+¡pica tasca +á margem da estrada, onde se comeu uma sandes de queijo com marmelada, devidamente acompanha por um Ice Tea. Para tristeza de alguns, o Red Bull ainda +¬ desconhecido por aquelas paragens.
Considerando a localiza+º+úo estrat+¬gica, estou em crer que o tasqueiro poder+í iniciar um rico fil+úo de vendas de bebidas energ+¬ticas para os aficionados. E foi aqui, junto +á tasca, que ocorreu o momento hilariante do dia. N+úo o vou descrever em p+¦blico, mas podem crer que, em privado, n+úo me farei rogado em contar os pormenores. Um p+¬rola verdadeiramente deliciosa. J+í imaginam quem foi o protagonista, n+úo +¬? Pois claro, o Vasco.
Depois disto, iniciou-se aquela que constituiu, para al+¬m da dist+óncia, a verdadeira dificuldade do percurso. Uma subida mais que t+¬cnica de dificuldade bem elevada. Piso seco, pedra solta, em carta medida calibrada, com dimens+¦es a variar do tamanho de um a tr+¬s punhos, algumas um pouco maiores, que, em contacto com os pneus, e atendendo +á sua dimens+úo, facilmente se deslocavam, dificultando, assim, a trac+º+úo, a ader+¬ncia, e, consequentemente, a progress+úo.
+Çquela hora, o calor tamb+¬m j+í se fazia sentir. O suor escorria pelo rosto, pelos bra+ºos, acumulando-se junto aos cotovelos, onde ca+¡a em grossas gotas. Olhar para cima era desaconselhado. A subida n+úo mostrava sinais de querer acabar. Minimizava tudo isto a beleza da paisagem, a presen+ºa dos garranos e do gado da t+¡pica ra+ºa de longos cornos e olhos serenos, enormes, bordejados a negro, que se passeia livremente por aquelas serranias.
No final da subida, do alto de uns rochedos, em forma de bancada, um capricho da Natureza para melhor permitir a contempla+º+úo daquele deslumbre de paisagem, bem pode ver-se, por longa dist+óncia, o perfil e sinuosidade do trilho acabado de ser vencido. Dali n+úo se v+¬m as pedras que o cobrem, os degraus escavados no granito pelas +íguas de escorr+¬ncia e pelas seculares passagens de animais e ve+¡culos por eles puxados. At+¬ parece f+ícil.
Recobrado o f+¦lego, aconchegados os est+¦magos com umas parcas barras e uns frugais g+¬is restauradores das energias despendidas, rumamos, finalmente, a Castro Laboreiro. Ainda faltavam alguns quil+¦metros, talvez 20, 25, n+úo sei bem, mas a imagem do fausto repasto que nos esperava tudo fazia esquecer. E assim foi. A chouri+ºa assada estava simplesmente indescrit+¡vel, da costeleta a transbordar do prato nem se fala. E as pretas? Ah, del+¡cia!..
O pior mesmo foi sair dali e recome+ºar a pedalar. S+¦ de pensar que era preciso fazer o caminho de volta, mais 80 Km, xiii..., n+úo digo mais nada! Qualquer subidinha era um mart+¡rio, as pernas estavam como que adormecidas, recusavam-se a pedalar. Mas tamb+¬m n+úo foi preciso muito, o percurso, a partir dali, indo pela Galiza at+¬ ao Lindoso, era praticamente sempre a descer. As subidas s+¦ come+ºaram mesmo quando reentramos em Portugal. Descemos praticamente ao n+¡vel da albufeira da barragem do Lindoso e foi necess+írio subir at+¬ +á estrada nacional, junto +á aldeia com o mesmo nome, para descer para Ponte da Barca, onde chegamos por volta das 18:00. Depois de tudo o que passamos, os 16 Km at+¬ Ponte de Lima eram o menos.
Valeu, pelo percurso, pela paisagem, pela companhia.
Um abra+ºo aos Rampinhas, uns verdadeiros aficionados do BTT.

Jo+úo

[23]   Nuno  |  11-07-2005
LUSO ALPES GÇô 9.Jul.2005
GǪ que aventura !!! GǪ

N+úo +¬ nada f+ícil relatar de forma a fazer sentir o que foi o LusoAlpes.
At+¬ me custa repetir aquilo que se diz de muitos eventos, mas c+í vai: foi uma experi+¬ncia simplesmente fant+ísticaGǪ, o trajecto constru+¡do pelo Guilhaume +¬ verdadeiramente not+ível e +¬ do mais pur+¡ssimo BTT.
O Luso Alpes merece, tem tudo para isso e vai com certeza ser um caso muito s+¬rio do BTT, no entanto, algo ter+í que melhorar ao n+¡vel da organiza+º+úo. A grandeza, GÇ£brutalidadeGÇ¥ e perigosidade do LusoAlpes exige uma organiza+º+úo do mesmo n+¡vel.

A melhor forma que tenho de transmitir o que foi o LusoAlpes +¬ identific+í-lo com outros eventos que me ficaram na mem+¦ria e que para quem neles esteve permitir+í extrapolar sensa+º+¦es:
Pois ent+úo, e porque sabem do que estou a falar, aqui vai:
Agarrem num copinho daqueles de fazer GÇ£cocktailsGÇ¥ abram a tampa e v+úo juntando (a ordem +¬ irrelevante):

  • Estrela da Estrela (pelo acumulado de subida e pela dist+óncia)
  • 31-¬ etapa da Estafeta GÇô Caramulo-Ch+ús (pela dificuldade t+¬cnica)
  • Xeque-+Ç-Torre GÇô Castanheira de P+¬ra - Pi+¦d+úo GÇô Torre (Pelas vistas e pela dureza da subida Loriga-Torre)
  • Super Travessia de Portugal (pela aventura, pela sensa+º+úo de chegar ao fim, pelo modelo de navega+º+úo, pelo isolamento, por n+úo poupar quem n+úo se poupa, GǪ)

Agitem bem e imaginem "beber" durante 11 horas em cima dum selim sem parar de pedalarGǪ

Nota de quase p+ónico:
Na minha participa+º+úo para acrescentar a todas as sensa+º+¦es, cometi um erro de navega+º+úo que me colocou +á beirinha do p+ónico. Foi por volta do Km 83 (j+í c/ aproximadamente 3000m de acumulado subidos) e me preparava psicologicamente para atacar a derradeira grande subida, quando numa zona de descida em GÇ£cotovelosGÇ¥ sucessivos me deixei enganar pela lentid+úo do GPS e entrei num carreiro quase paralelo ao caminho correcto mas numa cota alguns socalcos abaixo. O carreiro foi fechando foi-se enchendo de silvas e de assustadores precip+¡cios e quando resolvi convencer-me que estava enganado cometi o infantil erro de tentar subir os socalcos para atingir o caminho que deveria estar mais acima. Depois de escalar 3 muros de pedra forrados a silvas, deparei com um 4 muro que me obrigou a reconhecer a derrota e a voltar a descer o que tinha subido. O dif+¡cil foi encontrar o caminho de volta, estava a ficar desorientado, as silvas barravam-me o caminho, os espinhos das silvas cravavam-se nas pernas (estranhamente n+úo sentia dor), o perigo de queda ravina abaixo era enorme, estava a sentir que esgotava as +¦ltimas reservas estupidamente, comecei a ter vontade de parar e chamar algu+¬m para me vir buscar mas tinha a sensa+º+úo que nunca ningu+¬m me encontraria. Quando constatei, que para al+¬m de tudo, ainda estava a puxar pela bicicleta com a roda traz bloqueada por um pau, resolvi parar para pensar, sentar-me e descansar um pouco. Descansei 5-10min., acalmei e decidi que tinha conseguir ir at+¬ ao ponto onde me tinha perdido. E consegui GǪ e que fixe que era o caminho correctoGǪ N+úo sei exactamente quanto tempo andei por ali perdido (seguramente 1h), a energia desperdi+ºada deixara-me f+¡sica e psicologicamente arrasado para enfrentar aquela que me parecia a subida mais dif+¡cil do dia, que come+ºava com uma cal+ºada em SS e que segundo o Guilhaume, no briefing da noite anterior, era como o GÇ£Alpe DuezGÇ¥ em BTT.
N+úo fora aquela queda de +ígua fresquinha, na qual tive o fant+ístico prazer de mergulhar e interromper por segundos a rega do milho, e provavelmente n+úo teria tido +ónimo para iniciar as quase 2h de subida constante at+¬ ao Alto Vel+úo.

GǪ (como imaginam muito mais haveria a relatar)

Um abra+ºo e sorriso arfante
Nuno Gomes



[22]   jo+úo  |  29-06-2005
Finalmente, a Santinha!...
(...)
Em Manteigas, depois de uma nova, mas curta, paragem numa bomba de gasolina para ajustar a press+úo dos pneus, seguimos em direc+º+úo +á aldeia da Amoreira para, da+¡, apanhar o trilho que nos haveria de levar +á Senhora de Assedasse. +Ç sa+¡da da povoa+º+úo, na direc+º+úo do campo de futebol, mesmo +á margem da estrada, no quintal de uma casa, uma magn+¡fica vis+úo. Ali, mesmo +á m+úo de semear, vergada pelo peso, com as extremidades dos ramos procurando apoio no ch+úo, uma cerejeira carregadinha de indescrit+¡veis e carnudas cerejas. Aquela horda n+úo se conteve. O ataque foi imediato. +Çs m+úos cheias, as cerejas entravam na boca, para, logo de seguida, qual metrelhadora, os caro+ºos sa+¡rem projectados em r+ípida rajada, para, assim, deixar espa+ºo livre +á entrada de novas GÇ£muni+º+¦esGÇ¥! Completamente empanturrados, que o diga o Paulo, al+¬m do bandulho, n+úo houve bolso que n+úo enchesse, mas de +ónimo e for+ºas renovadas, enfrentamos a longa subida que n+úo mais terminava.

Ao longo do vale, +á nossa esquerda, sucediam-se as casinhas, antigas mas ostentando ar renovado, provavelmente transformadas em casa de f+¬rias ou de fim-de-semana. Ainda as cerejas suportavam o esfor+ºo, quando, no desfazer de uma curva, sobre a encosta do lado direito, no talude, sobranceira ao estrad+úo, uma dessas casas, ainda em beneficia+º+úo, acolhia uma fam+¡lia que preparava uma fogueira para o mais que certo churrasco. Ainda lan+ºamos uma boca +ás febras, mas o convite n+úo se fez chegado. Cumprimentos e incentivos foram generosos. Quero crer que eram sinceros e n+úo tinham como objectivo p+¦r-nos rapidamente dali para fora, n+úo fosse, tal como demonstravam as nossas cansadas e esfomeadas caras, lan+ºarmos +ás febras id+¬ntico ataque ao das cerejas. Com o Gir+úo,...n+úo sei, n+úo! Escaparam de boa.
(...)

N+úo deixe de ler a cr+¦nica completa

[21]   vasco  |  23-06-2005
24 horas BTT em Proen+ºa-a-Nova, 18-19 de Junho 2005

O Arfador Vasco Sousa em ac+º+úo.
Foto: www.forumbtt.net; de Fireblade

"Ai meus filhos...assim v+úo dar cabo da vossa sa+¦de". Uma senhora +á sa+¡da de Proen+ºa, na madrugada de Domingo, n+úo parava de avisar os participantes, enquanto tratava da sua horta, numa clara e inequ+¡voca atitude maternal.

Com efeito, uma prova de 24 horas poder+í ser tudo aquilo que o participante desejar: conv+¡vio, camaradagem, amizade, solidariedade e..., e a+¡ a tenta+º+úo cresce..., experimenta+º+úo de uma vez, pelo menos, do circuito; experimenta+º+úo de algumas vezes do circuito..., bastantes vezes ..., muitas ..., as que o corpo aguentar..., as que n+úo aguentar e todas as que n+úo seriam poss+¡veis..., at+¬ ao limite..., para al+¬m do limite.

Ora, o circuito concebido pela Escola Aventura tinha este ano cerca de 12 Km e 380 metros de subidas acumuladas. Venceria(m) o(s) corredor(es) que em 24 horas mais voltas conclu+¡sse(m), na sua categoria, respectivamente, individual, equipas de 4 e de 8.

Dois factores que fizeram a diferen+ºa e perturbaram a maioria dos presentes: uma temperatura brutal, 36 graus +á sombra e para cima de 40 ao sol!..., e um piso t+¬cnico que ia fazendo mossa +á medida que por ele se ia passando.

Decidi pelo 2-¦ ano consecutivo participar na categoria individual e experi+¬ncia foi ...brutal. Fui o +¦ltimo a partir pois tinha-me esquecido do dorsal na tenda e fui busc+í-lo ao meio dia em ponto. No primeiro singletrack do dia apanho o resto do pessoal que j+í se amontoava. Encontrei muitas caras conhecidas enquanto pedalava: Lino, Jorge Santos, Francisco Moura, Pedro Cravo, Pat+¦, Jo+úo Pina, Pedro Indy, Jorge Rocha, Agnelo e muitos outros.

A 1-¦ volta foi mesmo de reconhecimento, mas mesmo a pedalar devagar, sentia-me a desfalecer. O calor era demasiado, verdadeiramente insuport+ível! Ao fim de 3 voltas tive de descansar e parar pois j+í come+ºava a ter todos os sinais de desidrata+º+úo, nomeadamente, os j+í famosos arrepios, por todo o corpo, apesar da temperatura superior aos 40-¦. Parei uma hora e meia e s+¦ me fiz de novo +á pista por volta das sete. +ë nessa altura que encontro o Lino e o Sr. Fernando e decidimos fazer equipa durante a noite inteira. Os tr+¬s sempre juntos durante negro crep+¦sculo. Excelente t+íctica! Desde as 19.00 at+¬ +ás 7.00 horas foram pelo menos 9 voltas, e s+¦ par+ívamos para comer e relaxar uns minutos..., nada mais!

Separ+ímo-nos j+í de madrugada e conclui as +¦ltimas tr+¬s voltas s+¦zinho, sendo a +¦ltima delas entre as 11 e as 12 horas, j+í em grande sofrimento.

Agora que passaram mais de 4 dias, j+í penso no empeno que se segue. Parab+¬ns +á organiza+º+úo, esteve, ao que normalmente dizemos, ao mais alto n+¡vel, e para o ano, se participar, ter+í de ser em equipa.

Abra+ºos e at+¬ ao pr+¦ximo empeno.

Vasco Sousa

Total de voltas: 15
Total de s+¦bidas acumuladas: 5700 metros.
Dist+óncia percorrida: 180 Km
Mazelas na bike: apenas um furo.
Mazelas no corpo: contrac+º+úo nas v+¬rtebras (nada de grave).
Marca da bike: Ghost RT Scandium FS
Peso : 11,4 KG


[20]   Miguel Ca+ºador  |  22-06-2005
Eco Aventura - Terras de Santa Maria

Ol+í a todos.

Foi com enorme prazer que acompanhei no fim de semana os Arfadores Mario Fernandes, Vitor Ara+¦jo, Valdemar Oliveira e Vasco Cardigos na primeira vez que o grupo Arfar entra nas corridas de aventura. E foi de tal forma entusiasmante que j+í se fazem planos para a pr+¦xima prova em Montalegre!...(com mais equipas de arfadores?)
Mas para j+í vamos a uma pequena cr+¦nica daquilo que se passou em Terras de Santa Maria:
Sexta feira +á noite
Encontro nas instala+º+¦es de um "patrocinador"- Onde Quiseres- para reuni+úo e afina+º+úo de quest+¦es de log+¡stica.
Partida para Oliveira de Azem+¬is.
Chegada +á escola EB 2+3 Bento Carqueja em Ol. Azem+¬is.
Em rela+º+úo ao campeonato do ano passado, houve algumas altera+º+¦es, limitando a minha ajuda numa parte que era sempre um pouco confusa que eram as verifica+º+¦es t+¬cnicas ao equipamento. Oficializa-se a inscri+º+úo e simplificado o m+¬todo e encurtado o tempo de secretariado, faz-se uma primeira an+ílise ao raid book...

1-¬- Score 100, 4 km. N+úo +¬ muito, mas +¬ preciso correr para os fazer em 1h15 e marcar os 100 pontos certos, sendo alguns obst+ículos em que se perde muito tempo para transpor.
2-¬- Ori-btt, 29 km. Nada de alarmante para quem faz 100 em portalegre...mas aten+º+úo ao tempo 2h45 e em orienta+º+úo o tempo foge.
3-¬- Ori-pedestre com percurso fluvial, 11,5 km. 4 horas para fazer 11,5 km? fac+¡limo!! o pior s+úo os riscos nos cromados, as quedas nas pedras, os p+¬s que n+úo est+úo habituados, as lamenta+º+¦es do Vasco, etc.
4-¬- Biatlo em btt c/ tiro, 35 km. 3 horas. Nada de grave. S+¦ que a tropa j+í l+í vai h+í muito...
5-¬- Ori-pedestre, 14,3 km. Esta j+í d+¦i, mas duas horas...deve dar!
6-¬- Ori-btt nocturno, 26,7 km em 1h45. +ë sempre a fundo.
Descanso dos guerreiros
7-¬- Ori-btt, Trikke e canoagem, 26+2,3+12 em 5 horas. n+úo parece dif+¡cil, mas aten+º+úo +á estrat+¬gia da separa+º+úo da equipa.
8-¬- Run & bike, 22 km em 2h20. Com duas btt e s+¦ um a correr, a coisa resolve-se com a boleia...

...Mas ap+¦s uma verifica+º+úo ao gr+ífico de altimetrias, +ás dist+óncias acumuladas e ao mapa de assist+¬ncias, j+í se percebe que afinal as dist+óncias s+úo enganadoras. (Sa+¡r de Oliveira de Azem+¬is, passar em Ribeira de Fr+íguas, S. Jo+úo da Madeira, Santa maria da Feira, regressar a Oliveira de Azem+¬is num dia, partir de Ovar e chegar a Oliveira de Azem+¬is no outro...isto vai mal!!...)
Dados ao prazer de uma boa cama e ao h+íbito da companhia na mesma, os Arfadores envolvidos decidiram ir passar a noite a casa- um luxo que resolvi privar-me em detrimento do acantonamento em solo duro a recordar os anos em que o fiz em outras provas. Foi um reviver de quatro anos de provas em que encontrava os mesmos atletas em todas as provas e como tal tive de cumprimentar quase todas as equipas que iam chegando.
S+íbado de Manh+ú
Chegam os atletas. "Vamos ao briefing que se faz tarde".
Um nervoso miudinho apodera-se dos participantes e alguns sintomas saltam +á vista: O M+írio tem de beber um caf+¬ e ir +á casa de banho. O Vasco tem de ir Fazer chi chi, O Vitor e o Valdemar preocupam-se mais com as btt's.
Durante o briefing faz-se um destaque ao tiro a realizar na 4-¬ etapa. Mais uma revela+º+úo no seio dos Arfadores- O Vitor foi atirador especial nos Fuzileiros!
Come+ºa a prova. Todos alinhados, partem para apanhar um mapa do ch+úo e definir a estrat+¬gia para marcar os 100 pontos. For+ºa rapazes! algum tempom depois regressam da primeira. As BTT's j+í os esperam, bem como os sapatos, os capacetes, +íguas e uma cadeirinha para cada um- um luxo que nunca tive e que foram sabiamente trazidas pelo Vasco.
As etapas decorrem encadeadas sem dar tempo para mudar de roupa, para comer sossegadamente, ou sequer para ir +á casa de banho, mas todos parecem gostar.
O percurso fluvial na segunda etapa deixa uns risquinhos nas pernas e bra+ºos, a fazer lembrar uns percursos feitos atr+ís do Arfo-guia h+í uns anos atr+ís, mas ning+¦em parece sucumbir perante as adversidades. No final da quarta etapa, uma surpresa para dar moral +ás tropas. O Ferr+úo veio ter connosco ao jardim da C+ómara de S Jo+úo da Madeira. Ficou a promessa de que numa pr+¦xima oportunidade a assist+¬ncia ter+í um churrasco +á espera dos Arfadores! De notar tamb+¬m o apoio via telem+¦vel do Jo+úo Ribeiro e do Freixinho a desejar boa prova a todos (at+¬ parece que adivinharam que se tinha falado de churrasco...).
Tudo parece correr bem at+¬ +ás etapas nocturnas em que o cansa+ºo j+í se faz sentir e na etapa de Btt nocturna a nossa equipa +¬ penalizada por exceder o tempo limite da etapa, perdendo pontos e massacrando a+¡nda mais o f+¡sico.
A imagem do dia e talvez a melhor do evento +¬ quando eu e o Vasco vamos +ás compras ao Feira Nova, eu de cal+º+¦es e t-shirt sujo q.b. e com um frontal na m+úo e o Vasco de sapatos e cal+º+¦es de licra e t-shirt de btt a irromper pela superf+¡cie comercial cheia de gente. Ora j+í se viu quem foi a atrac+º+úo da noite, n+úo +¬?
Vamos ao refor+ºo alimentar, uma sopinha retemperadora!
1h30 da manh+ú- hora de dormir.
Domingo de Manh+ú/ MADRUGADA
4h15 da manh+ú- hora de acordar- "mas quem +¬ que nos mandou meter nisto?"
5h30- Partida de Ovar para o segundo dia.
Foi ingl+¦rio o esfor+ºo na primeira etapa do dia chegando a equipa j+í depois do tempo limite e levando a assumir a n+úo realiza+º+úo da +¦ltima etapa mas ficou bem patente nos rostos do Vitor e do Valdemar na sa+¡da da canoagem a alegria e o prazer de fazer desporto a este n+¡vel.
Encaminh+ímo-nos para o final da etapa de run & bike, passando por diversas equipas que faziam a+¡nda a sua prova, constactando n+úo s+¦ a estrat+¬gia de deixar a bike e correr, mas tamb+¬m que havia a+¡nda equipas que abdicavam das btt para efectuarem todo (22km) o percurso a p+¬, bonificando mais uns pontinhos. Tanto sofrimento s+¦ podia acabar duma maneira, +á mesa. E ap+¦s um banho quentinho e sugest+úo do Vitor fomos comer uma picanha e repor o n+¡vel de l+¡quidos nos corpos que bem precisavam.
Se algu+¬m quiser consultar a fotoreportagem pode apreciar a equipa Arfar.com em ac+º+úo.

Um abra+ºo

Miguel Ca+ºador
O Arfador orientador t+¬cnico

P.S. Alguns detalhes ficam s+¦ entre aqueles que participaram, por isso para a pr+¦xima, ter+úo de inscever-se para saber mais...




[19]   vasco  |  13-06-2005
A misteriosa e inef+ível Serra da Peneda

Dia 11 de Junho: ficar+í na mem+¦ria dos que participaram na inigual+ível e indescrit+¡vel experi+¬ncia de perscrutar a Peneda, local paradis+¡aco mas simultaneamente selvagem, que ainda susbsiste em raras serras do nosso pa+¡s. Regressar +á Peneda ser+í sempre um dia inolvid+ível: as gentes, a solid+úo, a montanha, os trilhos demolidores, a pequenez da exist+¬ncia humana, e sobretudo... sim e sobretudo... o fumeiro e os enchidos locais. (ehehehehehehehehehehhehehehehehehehhe)
9.30, 11 de Junho: eu e o Valdemar, no parque de merendas da Portela do Mezio, junto a uma anta e a um d+¦lmen, demos in+¡cio ao percurso que se encontra gravado na minha mem+¦ria. Cont+ímos com uma grande adversidade nesse dia: um nevoeiro denso e cerrado que nos retirava toda e qualquer visibilidade 10 metros +á nossa frente. Esse nevoeiro contribuiu para adensar o mist+¬rio e o enigma pr+¦prio do local de partida: uma densa floresta de vidoeiros, carvalhos e pinheiros n+¦rdicos, que ofuscava ainda mais a fraca visibilidade. Progressivamente fomos vencendo a subida que se nos deparava. Passamos o Parque de Campismo da Travanca e dissemos adeus +á civiliza+º+úo. Continuamos a subir por um trilho e chegados ao primeiro cruzamento opt+ímos por virar +á esquerda para Avelar. Inici+ímos a descida por um carreiro com partes muito t+¬cnicas, fazendo-se sentir ainda o cerrado nevoeiro. Avelar: a 1-¬ povoa+º+úo serrana. Tinhamos que descer at+¬ a rio. Surge a primeira grande dificuldade do dia: um carreiro inclinad+¡ssimo concebido para cabras. Toca de levar as bikes +ás costas e cheg+ímos ao rio Ramiscal. Est+ívamos no profundo e misterioso Vale do Ramiscal, classificado como reserva paisag+¡stica pois no mesmo deabulam ainda em n+¦mero consider+ível o lobo, a cor+ºa e outros carn+¡voros. Aproveit+ímos para repousar e o Valdemar aproveitou os momentos para nos situar no mapa que trazia.
Seguir-se-ia a dolorosa do dia: 1000 metros de subida acumulada, pois dos 300 metros subir+¡amos constantemente at+¬ as 1300 metros de altitude. 1,30 2,00 horas, n+úo me recordo. Sempre num pedalar constante e persistente no meio da n+¬voa. Cheguei a recear por momentos estar perdido na serra. N+úo disse nada ao Valdemar. Eis sen+úo quando, a certa altura, depois de subir quase os mil metros, ultrapassamos a cota do nevoeiro e o c+¬u abriu-se para nos receber. Fenomenal: est+ívamos no meio da montanha isolados de tudo e todos. Atingimos o alto da Cerradinha (Branda da Cerradinha) e pass+ímos junto do alto da pedrada (1415 metros). A partir da+¡ e durante mais de 30 Km ir+¡amos andar sempre acima dos 1000 metros de altitude, no planalto da peneda, a que as popula+º+¦es locais chamam Seide. O gado bovino pastoreia livremente nesta zona, manadas de cavalos selvagens pastam livremente nestas zonas . Parecia um local paradis+¡aco at+¬ que vimos o cad+íver de um bezerro todo esventrado: uns t+¬m de morrer para outros sobreviver. Sem d+¦vida uma v+¡tima das alcateias de lobos. Seguimos na direc+º+úo da Branda de Bosgalinhos e depois para a Branda de S. Bento do Cando e a+¡ prov+ímos o presunto da regi+úo (n+úo me vou perder em grandes considera+º+¦es pois j+í chega de provoca+º+¦es).
Seguimos para o cruzamento Batateiro, sem antes apreciar a genu+¡na paisagem envolvente ao Santu+írio da Peneda. Fotos da praxe a 1050 metros de altitude. regresso pelo planalto de Seide, trilhos demolidores para as nossa bikes, passamos pela famosa fonte do azevinho e na descida para a Portela do Mezio, o trambolh+úo do dia. Resultado: desviador traseiro desfeito. Bolas, espero recuperar este XT. O que vale at+¬ ao local de partida foi sempre a descer pois tinha ficado sem transmiss+úo.
Resumo: 59 Km; cerca de 2000 metros de acumulado; velocidade m+¬dia 10,8 km o que diz bem da dificuldade e 5 horas e 20 minutos a pedalar.
Como incurs+úo na Peneda, ser+í sempre um passeio a repetir. Como prepara+º+úo para as 24 horas de proen+ºa, foi...um suic+¡dio. O que valeu foi o retemperar as for+ºas com os petiscos serranos que fez crescer +ígua na boca a muita gente. (ihihihihi)
Abra+ºos e pedalem

Vasco

[18]   jo+úo  |  17-05-2005
Podem come+ºar por ler a estat+¡stica da Maratona de Portalegre que se realizou no S+íbado passado, dia 14. Estat+¡stica de Portalegre

E algumas fotos:















 

           

Imagem Central

           


[17]   vasco  |  09-05-2005
Maratona do Douro Infelizmente mais nenhum colega arfador me acompanhou. Por um lado, perderam uma +¦ptima maratona com paisagens fabulosas. Por outro, livraram-se de um monumental empeno. Dos 100 inscritos, e ainda n+úo sei a classifica+º+úo no momento em que escrevo esta cr+¦nica, acho que metade dos participantes n+úo chegou ao fim. O calor abrasador, as subidas complicad+¡ssimas - h+í ainda quem diga que eu gosto de subidas..., a organiza+º+úo muito esfor+ºada, log+¡stica apetrechada - bombeiros, ambul+úncias , escuteiros, estudantes do polo da Escola de Educa+º+úo Superior-, enfim um pre+ºo em conta e um jantar com vinho tinto do Douro ao mais alto nivel. De qualquer forma, o esfor+ºo foi brutal e veremos se em Portalegre o homem da marreta n+úo me bata com tanta for+ºa... O grupo da Figueira decidiu dar uma imagem de uni+úo e chegou todo junto, embora uns mais vivos do que outros... Para o ano l+í estarei... como a mem+¦ria +¬ curta: pouco mais de 24 horas de empeno e j+í sonho com outro. Pedalem que eu durante esta semana vou ficar a repousar Vasco

[16]   jo+úo  |  18-04-2005
2-¦ BTT Trilhos de Vagos

A manh+ú estava nublosa, a amea+ºar chuva para o dia todo. Importava tomar a decis+úo de ir a Vagos. Depressa, bem cedo, come+ºaram a tocar os telefones e a circular as mensagens. N+úo foi dif+¡cil decidir. N+úo chovia +áquela hora, assim sendo rapidamente nos fizemos +á estrada. Se a chuva viesse depois de come+ºarmos a rolar j+í n+úo nos afectaria.
+Ç partida, este evento, organizado pelos Bombeiros Volunt+írios de Vagos, n+úo apresentava dificuldade de maior. Por isso, e dada a proximidade de Vagos, decidimos partir de Aveiro j+í de bicicleta. Aos 45 km do percurso, adicionar+¡amos outros tantos de ida e volta, o que, no total, perfazeria a dist+óncia que normalmente +¬ feita ao fim-de-semana.
Em boa hora decidimos participar. De in+¡cio, o que verdadeiramente nos moveu foi o apoio +á Institui+º+úo Bombeiros Volunt+írios, materializada atrav+¬s do pagamento do valor da inscri+º+úo, mas no final a satisfa+º+úo foi generalizada.
A escolha do percurso foi excepcional. A organiza+º+úo conseguiu descobrir, numa regi+úo quase plana, um percurso surpreendente e fant+ístico. Aproveitando muito bem os declives curtos mas acentuados das in+¦meras valas e ribeiros que intersectam a regi+úo, criou um percursos muito t+¬cnico e divertid+¡ssimo.
Sendo a regi+úo uma grande bacia sedimentar, rica em dep+¦sitos de areia e argila, a chuva que caiu durante a noite adicionou aliciantes extras, transformando algumas zonas do percurso em aut+¬nticas pistas de lama, onde as rodas ganhavam vida pr+¦pria e teimavam em seguir direc+º+úo oposta +á pretendida pelo surpreendido condutor.
As quedas, sem gravidade, foram muitas e proporcionaram momentos verdadeiramente hilariantes, como aqueles em que o Lu+¡s, j+í no ch+úo e bem agarrado +á bicicleta, decidiu passar o irm+úo de zorro, numa demonstra+º+úo de habilidade nunca antes registada e que n+úo lhe era de todo conhecida.
Os 486 metros de acumulado podem, erradamente, revelar um percurso de pouca dificuldade, mas as condi+º+¦es do terreno, com muita lama e areia, declives curtos mas acentuados, em sucess+úo intermin+ível, bem como grandes extens+¦es de zonas rolantes, revelaram, na realidade, um percurso desgastante, mas divertido e entusiasmante.
Parab+¬ns +á organiza+º+úo.

[15]   nuno  |  01-04-2005

6 horas de Gr+óndola - 2005

Eu estive nas "6 horas de Gr+óndola" e mais uma vez s+¦ tenho a dizer bem.
Uma organiza+º+úo fant+ística que nos leva a um falso crer que tudo isto +¬ muito f+ícil de organizar, um percurso que, sem paisagens deslumbrantes, faz as del+¡cias de todos os que gostam disto pelo simples gozo que +¬ andar de Bike e um modelo de prova que, para mim adepto incondicional das provas/passeios em linha, me surpreendeu muit+¡ssimo pela positiva.
Pelas caracter+¡sticas dos trilhos de Gr+óndola, pelo ambiente e pela organiza+º+úo, das provas/passeios em que j+í participei, as organizadas pelo Rodas Clube (6 horas de Resist+¬ncia e os 100 Km de Gr+óndola) s+úo do melhor que se faz no nosso pa+¡s em BTT de resist+¬ncia.

Quanto +á minha prova, comecei muito mal, quando logo na primeira volta o meu desviador se travou de raz+¦es com uma pedra muito maior que ele e, claro est+í, levou uma cacetada que n+úo mais foi o mesmo e eu, que at+¬ o tinha avisado para n+úo se meter com pedras e paus, passei as duas voltas a tentar minimizar o problema. Depois, e com o apoio da magn+¡fica assist+¬ncia XIA, l+í me habituei a uma quase single speed, abstra+¡-me, gozei os trilhos, arfei a bom arfar e l+í conclui 7 voltas ao percurso num total de 107Km, acabando no 31-¦ lugar.

Mais uma vez, parab+¬ns ao Rodas Clube
e a 22 de Outubro l+í estarei...!!!

Na senda da arfadela
nuno gomes



[14]   vasco  |  01-04-2005
Como n+úo tem piada nenhuma empenar sem caras conhecidas por perto, gostaria de saber quem +¬ que me acompanha nestas pr+¦ximas quatro maratonas (eu sei que quando chegar a de Portalegre n+úo vou poder com as pernas- j+í tenho desculpa:

17 de Abril Trof+¬u Nacional de Maratonas - Arganil
24 de Abril - Maratona de Esposende
8 de maio - Maratona de Lamego (ter+í tanto de espectacular como de dif+¡cil)
14 de Maio: Portalegre

A breve trecho receberei as fotos do passeio +á Serra da Cabreira (Fabul+ístico= Fabuloso + Fant+ístico)
O Francisco Moura prometeu-me que mostraria os trilhos novamente aos arfadores at+¬ +ás f+¬rias.
Mais um passeio a registar na agenda.

Abra+ºos Vasco

[13]   jo+úo  |  25-03-2005

Sr.-¬ Acedasse



Foto: Fernando Lopes

De facto, um local deslumbrante! Ap+¦s anos e anos de visitas +á Serra da Estrela, principalmente em tempo de neve e aos locais frequentemente indicados nos roteiros tur+¡sticos, j+í pouco encontrava de aliciante para al+¬m do prazer das brincadeiras que a neve sempre proporciona. Para al+¬m isso, nada mais que outras serras portuguesas n+úo forne+ºam, ainda em estado mais selv+ítico e imponente.
Pois bem, estava redondamente enganado. Esta Quarta-feira revelou-me uma serra majest+ítica ainda, para mim, desconhecida!
N+úo +¬ poss+¡vel esquecer este local, o longo vale por onde corre, ainda jovem, mas j+í perdido em pequenos mas numerosos meandros, o rio Mondego que, neste ano de seca extrema, resignado, n+úo se presta a irrigar os solos ressequidos que, avidamente, sorvem a regeneradora chuva que h+í-de trazer o verde e os pastos de volta, e que neste dia, quando por l+í pass+ívamos, ca+¡a copiosamente!
Faltou-nos subir +á Santinha, ali t+úo perto, mas o avan+ºado da hora e compromissos inadi+íveis impediram-nos de o fazer. Um bom motivo para l+í voltarmos, rapidamente!

[12]   vasco  |  23-03-2005
Em dias laborais tamb+¬m se arfa,...na Serra da Estrela! Eu, o Ribeiro e o Gir+úo decidimos dar um pulo at+¬ +á Serra da Estrela numa 4-¬ feira. Depois do Gir+úo nos ter telefonado que tinha chegado +ás 10.30 h a Seia , eu e o Ribeiro decidimos n+úo faz+¬-lo esperar muito pois ele azeda rapidamente, mesmo assim s+¦ conseguimos...2 horas de atraso!
O passeio come+ºou nas Penhas Douradas, mesmo em frente ao edif+¡cio do Instituto de Meteorologia e Geof+¡sica. Apanhamos logo de seguida a cal+ºada romana e descemos pelo carreiro onde se faz anualmente o up-hill de Manteigas.
Uma vez em Manteigas, apanhamos um estrad+úo, na estrada que liga Manteigas ao Sameiro, e l+í subimos num penoso e violento percurso at+¬ ao Cov+úo da Metade. Paramos por diversas vezes e aguard+ímos que o Gir+úo acabasse de fazer a subida e que barafustasse com qualquer coisa que n+úo lhe estaria a correr bem...+¬ engra+ºado, depois de estarmos +á espera dele, pergunt+ívamos se faltava algu+¬m ou se vinha algu+¬m atr+ís e +¬ curioso o ar de pouco amigo que ele fazia...h+í feitios mesmo complicados.
Seguimos depois para a Capela de Acedasse , onde par+ímos para comer e atac+ímos a subida que nos leva at+¬ +á Santinha, mas no pinhal vir+ímos +á esquerda e regress+ímos at+¬ ao Cov+úo da Metade por uma cota inferior. A Santinha e a misteriosa Portela de Folgosinho ficar+úo para a pr+¦xima, talvez num dia com menos chuva.
Chegados ao local de partida, depois de parte do Up-hill superado, ainda fomos a Manteigas tomar um banho. Desde j+í agrade+ºo a amabilidade do Tiago do BTT de Manteigas e do Jos+¬ Luis da C+ómara Municipal de manteigas.
O melhor estaria para vir: umas alheiras e umas morcelas que acompanhadas com cerveja preta gelada foram uma del+¡cia. +ë bem feita Ferr+úo, da pr+¦xima alinha connosco e n+úo telefones s+¦ no fim para perguntar como +¬ que as coisas correram.
Abra+ºos e pedalem muito. Novos desafios se afiguram

Vasco (ArfoKosovar)

[11]   jo+úo  |  06-03-2005
Maratona da Mealhada - O imposs+¡vel aconteceu!

Como definir esta Maratona da Mealhada?
+ë dif+¡cil encontrar o adjectivo adequado. Poderia utilizar o excelente, o extraordin+írio, o magn+¡fico, e outros que tais. S+¦ que, a maratona foi tudo isso e muito mais. Se d+¦vidas existiam, elas n+úo estariam, concerteza, relacionadas com a qualidade da maratona ou com a capacidade organizativa da Aventura21, mas sim com a sua capacidade de ultrapassar o n+¡vel organizativo apresentado na 1-¬ Maratona, realizada em 2004.
Pois bem, o que, +á partida, parecia imposs+¡vel aconteceu. A organiza+º+úo esteve, a todos os n+¡veis, irrepreens+¡vel.
Todos tiveram a oportunidade de ver a correcta marca+º+úo dos trilhos, que dispensava em absoluto a utiliza+º+úo do GPS (apesar de o "track" ter sido disponibilizado) e impedia quem quer que fosse de se enganar. O pormenor das duas fitas a seguir a cada cruzamento, separadas apenas alguns metros, dissipava quaisquer d+¦vidas que entretanto pudessem surgir, principalmente quando o cansa+ºo era j+í muito e a aten+º+úo pouca.
O n+¦mero de pessoas envolvidas e a ajuda n+úo regateada que prestaram durante todo o percurso, a cont+¡nua passagem das motos de apoio que, em caso de necessidade, rapidamente facultariam ou proporcionariam a r+ípida localiza+º+úo de acidentes para a presta+º+úo imediata de socorros (n+úo tem conta as vezes que percorreram o circuito), as ambul+óncias, a boa sinaliza+º+úo dos s+¡tios que representavam um perigo real, que, volto a reafirmar, se revela de extrema import+óncia quando o cansa+ºo domina e os reflexos rareiam, etc., etc., O que dizer de tudo isto? N+úo sei! Confesso que todos os adjectivos que me ocorrem de momento pecam por defeito.
Mas tudo o que acabei de referir, refere-se unicamente +ás grandes coisas. E essas todos vimos. At+¬ o leit+úo!...
Como algu+¬m um dia disse, os pequenos pormenores +¬ que fazem a diferen+ºa. E at+¬ nestes, a Aventura21 marcou realmente a diferen+ºa.
Tive a oportunidade de referir que previa in+¦meros problemas mec+ónicos decorrentes da quantidade exorbitante de lenha mi+¦da e pinhas existente nos trilhos, pelo menos naqueles que tive a oportunidade de percorrer dois dias antes na companhia do Vasco e do S+¬rgio. Tamb+¬m referi que seria uma tarefa tit+ónica proceder a essa limpeza. Pois bem, para surpresa minha, os trilhos foram limpos. Simplesmente not+ível! N+úo sei como o fizeram nem como tal foi poss+¡vel, mas que estavam limpos, l+í isso estavam. Em nada se comparavam ao que encontramos dois dias antes!
N+úo posso, tamb+¬m, deixar de referir uma situa+º+úo que aconteceu ao almo+ºo. Como +¬ natural, depois de almo+ºar, e para aproveitar aqueles repousantes momentos de descanso e saborear as palavras das amenas cavaqueiras entretanto encetadas, as pessoas demoravam-se +á mesa. Por+¬m, e porque outros havia que precisavam do espa+ºo e dos lugares para saborearem, tamb+¬m eles, o leit+úo, importava vagar as mesas. E +¬ aqui que entra mais um aspecto not+ível da organiza+º+úo desta maratona. Algumas meninas estavam incumbidas dessa tarefa. Deixo aqui as minhas palavras de apre+ºo para a rectid+úo da sua atitude, bem como para a cortesia e simpatia demonstradas quando abordavam as pessoas para abandonarem as mesas.
Muitos outros "pequenos" grandes pormenores poderia referir, mas vou-me cingir a mais dois: O excelente espumante servido (poderia ser um qualquer, "baratuxo", mas n+úo, era s+¦ S+úo Domingos, Reserva, Bruto) e a aten+º+úo de, novamente, algumas meninas que ao aperceberem-se das pessoas que estavam no exterior, de p+¬, em frente ao refeit+¦rio, de imediato, e sem que ningu+¬m o pedisse, foram buscar mais cadeiras para que elas, descansadamente, pudessem desfrutar dos revigorantes raios de sol daquela quente tarde.
Que n+úo hajam d+¦vidas, a Aventura21 colocou a fasquia bem alto. O n+¡vel organizativo que apresenta +¬ realmente muito, muito bom!
N+úo pretendo fazer futurologia, mas se at+¬ h+í bem pouco tempo a Maratona de Portalegre parecia imbat+¡vel, sem rival, isso j+í n+úo +¬ verdade. N+úo demorar+í muito tempo para que a Maratona da Mealhada se afirme como a refer+¬ncia das Maratonas em Portugal. Que o digam os participantes! Por isso eu digo: "- O imposs+¡vel aconteceu!".

[10]   Jo+úo  |  20-02-2005


Foto: Lu+¡s Matos

Cr+¦nica das Rotas Limianas II

No piso de terra batida do sinuoso caminho que se alongava encosta acima em serpenteante abra+ºo ao Monte da Senra, as pedras, em insistentes afloramentos, teimavam em nos dificultar a ascens+úo. Ora soltas, a provocar deslize das rodas, s+¦ a muito esfor+ºo contidas e dominadas, ora bem firmes e pregadas ao ch+úo, a provocar dolorosa pancada nos j+í doloridos bra+ºos e nos inflex+¡veis dedos, hirtos do retesado esfor+ºo de travar e de manter condu+º+úo segura.
(...)
Os rostos esfor+ºados, a respira+º+úo arfante, as vozes que se perdiam em sofrido lam+¦rio, indicavam bem o esfor+ºo despendido. Ap+¦s pequena pausa, e com recobrados +ónimos, por trilho agora mais largo e menos dificultoso, prop+¡cio +á retoma das amenas e costumadas cavaqueiras, retomamos a actividade em suave mas vigorosa pedalada.
(...)
Na quieta+º+úo dos socalcos, constru+¡dos por m+úos laboriosas ao longo dos s+¬culos para reten+º+úo dos solos, repousa bucolicamente pequeno moinho, que recorre, ainda, +á for+ºa motriz das apressadas +íguas captadas a montante no pequeno riacho que corre indolente, encosta abaixo, nas poucas +íguas que este seco Inverno recusa engrossar.
As +¡ngremes encostas da Serra miram, resignadas, a escassez das +íguas, mas nada podem fazer, pois j+í esgotaram as reservas acumuladas em anos de mais fartura. J+í n+úo conseguem, sequer, manter a exuber+óncia do verde de outros tempos. O amarelo ressequido j+í se faz ver de quando em onde. Os imensos rochedos afloram com vigor renovado, quais ossos protuberantes em corpo mirrado.

(para leitura integral da cr+¦nica, descarregar o PDF)

[9]   Miguel  |  19-02-2005
Ol+í caros amigos:

S+úo poucas as vezes que comunicamos por este meio, mas espero que surjam muitas oportunidades e melhores motivos para conversarmos.
Como +¬ sabido, no domingo decorreu o passeio em Ponte de Lima e seria fant+ístico marcar o meu regresso com um passeio com vistas fabulosas, bom andamento, boa camaradagem, boa comida, etc., n+úo +¬?
Mas nem tudo correu bem. Numa descida mais acentuada ia este vosso colega a ultrapassar outro cicista quando durante a ultrapassagem vem um ciclista "mais afoito" e que quando se encontra quase ao meu lado vem a dizer ( gritar!!) "n+úo sabem descer!!!" obrigando-me a desviar para que esse "atleta" pudesse passar. A surpresa foi de tal forma que provoquei o contacto com o colega que ia a ser ultrapassado por mim. Desse contacto sa+¡ prejudicado em 5 raios partidos, outros tantos empenados e uma roda empenada. Ap+¦s uma longa paragem para tentar reparar o estrago l+í segui o passeio sem trav+úo de tr+ís na expectativa de encontrar o tal "atleta". Tal n+úo foi poss+¡vel pois ele n+úo parou e fez um caminho mais curto talvez para receber o seu "pr+¬mio" no Hotel.
N+úo venho aqui fazer queixinhas no sentido de fazer com que me paguem o estrago, mas sim fazer despertar a aten+º+úo para condutas menos corretas por parte daqueles que partiham trilhos connosco. E aqueles que me acompanharam durante anos sabem que tentei sempre usar boas pr+íticas e t+¬cnicas no sentido tirar o melhor proveito poss+¡vel de cada paseio/ prova. Quero ent+úo deixar presentes duas dicas que n+úo s+úo mais do que regras b+ísicas e que se revelam +¦teis para que n+úo aconte+ºam "acidentes" destes connosco. Ao aproximarmo-nos de um ciclista que circula mais devagar devemos avis+í-lo antecipadamente de qual o lado por onde pretendemos passar e n+úo "gritar" quando se est+í lado a lado com ele. A segunda dica +¬ que devemos sempre parar quando encontramos um ciclista com problemas mec+ónicos ou f+¡sicos. Ora esse "atleta" n+úo usou nem uma nem outra dessas regras.
Foram os arfadores, um guia do passeio e o colega que ia a ser ultrapassado por mim que ficaram comigo durante a paragem, aos quais agrade+ºo.
J+í agora fica a sugest+úo de que devem ser os comerciantes de bicicletas os primeiros a aconselhar os clientes de como devem circular (ao C+¬sar da Pernalonga nunca foi preciso dizer isto, pois n+úo? mas acreditem que h+í quem desconhe+ºa tais procedimentos).
Fica uma palavra de apre+ºo ao Vasco e os votos de que se organizem mais passeios e a todos os Arfadores os votos de muitos e bons quil+¦metros.

O Arfador
Miguel Ca+ºador

[8]   Vasco Cardigos  |  16-02-2005
Foi com muito gosto que mais uma vez acompanhei os ARFADORES, em mais um passeio de BTT por este belo Portugal.
Para al+¬m da maravilhosa zona - Ponte Lima - em que desfrutei dos bons sabores gastron+¦micos e das maravilhosas paisagens deste nosso Minho (para mim, ainda) desconhecido, em conjunto com a minha estimada, paciente e querida mulher, com quem, tamb+¬m, tive a oportunidade de passar este maravilhoso fim-de-semana.
Foi algo completamente novo, pedalar com tanta gente e com tantas paragens. Cheguei a uma altura em que pensei que este era o verdadeiro quebra pernas!!!
Mas de entre v+írias coisas, o maior gozo que tive foi mais uma vez pedalar ao lado dos ARFADORES. Isto porqu+¬?
- Pela ajuda;
- Pelas palavras do professor M+írio, ao avisar para eu ter calma que o passeio era longo e que havia tempo para dar g+ís;
- Pelo esp+¡rito de entreajuda, quando o Miguel teve aquele problema, v+¡tima de algu+¬m que n+úo partilha o esp+¡rito do BTT, GÇ£ um ARFADOR nunca abandona outro ARFADORGÇ¥;
-Pela alegria ap+¦s uma grande subida que correu muito bem;
- Pelos momentos culturais e po+¬ticos;
-Pelo sentido aperto de m+úo no fim, com os olhares de satisfa+º+úo estampados nos rostos dos ARFADORES, que traduzidos s+¦ podiam dizer mais um dia em beleza;
- Pelo banho de +ígua fria que me valeu uma gripe terr+¡vel e que tem de estar curada at+¬ Domingo;
- Pelo almo+ºo conv+¡vio no fim do passeio;
- Pela despedida no fim de uma jornada em beleza.
Na minha maneira de ver estas coisas do BTT, e pelo que compreendi no pouco tempo em que tenho pedalado ao vosso lado, isto +¬:
GÇ£ O VERDADEIRO ESPIRITO DO BTTGÇ¥
Felizmente que tive o privil+¬gio de poder pedalar ao vosso lado e espero poder continuar, porque, como se diz:
GÇ£ Pedalar ao lado dos ARFADORES +¬ uma inevitabilidadeGÇ¥.

Vasco Cardigos

[7]   Aventura21  |  15-02-2005
Sabemos que c+í estiveram o ano passado e que nos enviaram os maiores elogios. Este ano esperamos n+úo vos desiludir.
A organiza+º+úo da 2-¬ Maratona BTT Aventura 21/Sport Zone vai servir LEIT+âO ASSADO +Ç BAIRRADA no seu almo+ºo.
Sorteio para percurso completo de 2 passagens para o Brasil "Recife e Fortaleza", 6 Estadias Duplas nas Pousadas de Portugal, 5 Fins de Semana Duplos no Grande Hotel de Luso, Actividades Aventura 21,Etc.
Pr+¬mio para o 1-¦ participante feminino e masculino a terminar o percurso 1 GPS GARMIN. Inscri+º+¦es e informa+º+¦es em www.aventura21.com e Lojas Sport Zone.
C+í vos esperamos. Paulo J+¦lio Aventura 21

[6]   vasco  |  13-02-2005
Rotas Limianas.
Diria que foi uma batalha de gigantes. De um lado a armada da Figueira, munida de artilharia pesada e de intensos sobre-humanos treinos (Paulos, Gir+úo e Moreira). Do outro, os fi+¬is companheiros Arfadores lembrando ainda os pergaminhos alcan+ºados na Serra Amarela e na Lous+ú. No meio, eu, Mirense, administrativamente ligado a Coimbra , mas laboralmente ligado a Aveiro.
Na primeira subida que apanhamos nas Rotas Limianas, um estrad+úo bastante inclinado e com cerca de 800 metros, constatei algo que viria a repetir-se ao longo do passeio: os Arfadores n+úo sa+¡am da minha perna e chegaram ao topo logo atr+ís de mim. O Gir+úo chegou pouco depois mas somente uns m+¡seros segundos. Na segunda e, provavelmente a mais longa subida do passeio, a hist+¦ria voltou a repetir-se. Cheguei rapidamente +á conclus+úo que a tarefa de deixar para tr+ís alguns dos Arfadores nas subidas come+ºa a fazer parte do passado.
Se a prop+¦sito da armada figueirense j+í lhe sabia o aut+¬ntico e real valor, fiquei convencido da potencialidade Arfante. Ser+í que fui eu que acusei a ansiedade de organizar o evento? N+úo me parece pois o restante pelot+úo, alguns com voz grossa e com ar de duros, arrastava-se penosamente e quase a desfalecer, num lament+ível quadro de flacidez velocip+¬dica a procurar n+úo chegar aos pontos de regrupamento 10, 12 ou 15 minutos depois da armada figueirense e dos Arfadores.
E assim foi: magn+¡fica forma do Jo+úo Ribeiro, do Vitor, do Jo+úo Maia e do M+írio. Pouco falta para igualar o melhor dos Figueirenses que anda com uma pedalada incr+¡vel e que bem mereceu o 2-¦ lugar na Maratona do Mondego: Paulo Diogo.
Retiro explicitamente a minha mensagem anterior e vou come+ºar novamente a aparecer em Sernada. Dia 20 l+í estarei.
Abra+ºos e arfem muito
Vasco

[5]   vasco  |  29-01-2005
Enquanto andarem +ás voltas nas fraldas de Sever de Vouga n+úo v+úo sair da cepa torta. Preparem-se bem que na Primavera vos quero levar +á Santinha (60 Km) e em Junho +á Peneda (80 Km). Abra+ºos e toca a dar ao pedal. Vasco

[4]   triatloboy  |  29-01-2005
Eu sei porque +¬ que n+úo te ocorre nada para escrever em rela+º+úo +á voltinha do domingo passado! Ser+í que n+úo foi por te ter corrido um pouquinho mal? As maravilhosas pedras que t+úo bem conheces, t+úo familiares pregaram-te umas partidas! Ser+í que se moveram? Diz l+í a verdade! At+¬ estavas com "queda" para aquilo naquele domingo! Estou para aqui a falar, mas mais uma vez levei tareia do Nuno Gomes, naquela subida fenomenal que ao contr+írio faz-se que +¬ uma maravilha! Mas enfim!... Foi uma grande volta! Bem pessoal, amanh+ú n+úo contem comigo porque vou trabalhar! Um abra+ºo......Cap+úo!

[3]   jo+úo  |  27-01-2005
Sernada do Vouga - Algo de pessoal...

Para falar verdade, n+úo sabia sobre e o que haveria de escrever para relatar o passeio do passado Domingo. Dei-me conta, j+í h+í algum tempo, que os relatos, na sua maioria, s+úo descri+º+¦es mais ou menos pormenorizadas dos percursos e de algumas situa+º+¦es mais hilariantes que, de algum modo, provocam o g+íudio generalizado e que, por isso, sabe bem recordar quando, mais tarde, as voltarmos a reler e puxarmos dos mais rec+¦nditos e escondidos espa+ºos da mem+¦ria profunda as recorda+º+¦es para cima.
E porque se trata de uma mem+¦ria pessoal ainda recente, vou-me permitir, desta vez, fazer uma relato na primeira pessoa, um pouco GÇ£sentimental+úoGÇ¥, confesso. Mas porque o BTT +¬, de facto, uma paix+úo, posso permitir-me essa veleidade, n+úo posso? Estou certo que ningu+¬m me levar+í a mal.
Religiosamente, e quando n+úo h+í nada marcado para fora da regi+úo de Aveiro, os primeiros telefones come+ºam a tocar l+í para o meio da tarde de S+íbado. H+í que marcar a indispens+ível sa+¡da matinal dos Domingos. Tal como muitas outras vezes, o destino foi Sernada do Vouga, local onde, por norma, come+ºam os nossos passeios.
Depois de os telefones se terem silenciado, dei por mim a pensar: GÇ£- outra vez Sernada?GÇ¥. Quase de imediato fui inquietado por uma outra quest+úo:GÇ¥- Mas afinal, o me faz ir para l+í passados todos estes anos?GÇ¥ Sim, +¬ verdade, j+í l+í v+úo 3 anos de incont+íveis pedaladas pelas encostas e trilhos de Sernada do Vouga, Minas do Bra+ºal, Silva Escura, Vale Maior, Gavi+úo, Paradela, Macida, e tantos outros lugares e lugarejos que seria exaustivo enumer+í-los aqui a todos.
Todos esses locais s+úo j+í velhos conhecidos. Conhe+ºo-lhes as curvas, as subidas, os trilhos, os regos que os fendem, as pedras que os adornam, os paus que os atravessam, as silvas e as giestas que os cruzam. Enfim, um sem n+¦mero de aspectos e dificuldades com os quais j+í me familiarizei.
Ent+úo, e sendo assim, porqu+¬ l+í voltar reiteradamente? Pela paisagem? Tamb+¬m, mas n+úo s+¦! Pela adrenalina? Tamb+¬m, mas n+úo s+¦! Porque j+í +¬ habitual? Tamb+¬m, mas n+úo s+¦! Estas e muitas outras hip+¦teses poderiam ser colocadas. Mas cada uma delas, em conjunto e por si s+¦, n+úo s+úo suficientes para justificar o porqu+¬!
+ë ineg+ível que vivemos num pa+¡s privilegiado. A multiplicidade de paisagens do territ+¦rio nacional, a variabilidade orogr+ífica que muda radicalmente a cada 20-30 km, fazem de Portugal um caso +¦nico no contexto europeu. O pr+¦prio clima e a altern+óncia das quatro esta+º+¦es fazem com que o mesm+¡ssimo local apresente uma quadro radicalmente diferente de todas as vezes que por l+í se passa. Mas mesmo isso, embora seja de per si bastante aliciante, n+úo justifica, tamb+¬m, o porqu+¬ do sistem+ítico retorno.
Ent+úo, porqu+¬?
A resposta, apesar de tudo, +¬ bem simples, e est+í +á minha volta, +á minha frente, ao meu lado. Ela rodeia-me e tem exist+¬ncia real. Ela d+í pelo nome de Amigos.
+ë isso que eu tenho todos as manh+ús de Domingo. O imenso prazer de percorrer um n+úo menos imenso espa+ºo com os meus amigos. O prazer de desfrutar a sua amizade. O prazer de partilhar com eles as mesmas emo+º+¦es que n+úo precisam de palavras proferidas para serem descritas. O prazer de cruzar e partilhar com eles o mesmo olhar perdido no horizonte do espa+ºo infinito que se distende perante n+¦s nas cumeadas das cordilheiras serranas que acabamos de subir! E a certeza que esta amizade, alicer+ºada e cimentada por milhares (!) de quil+¦metros de salutar conviv+¬ncia, solidariedade e fraternidade, ser+í refor+ºada nos milhares de quil+¦metros que ainda haveremos de percorrer juntos!


[2]   jo+úo  |  16-01-2005
Sernada do Vouga - A voltinha do costume...

Foi agrad+ível de ver o n+¦mero de B+¬t+¬tista que deixaram os carros em Aveiro e decidiram rumar a Sernada j+í "montados" nas suas meninas. Se +¬ verdade que no in+¡cio todos iam de carro para Sernada, n+úo +¬ menos verdade que o n+¦mero de companheiros que opta por deixar o carro em Aveiro tem aumentado significativamente. Na pr+ítica, isso representa, no final, mais 40 Km. Ou seja, aos 35, 40 Km usuais da volta em Sernada, h+í que adicionar mais 40 da ida e volta de Aveiro para Sernada. Contudo, este treino matinal domingueiro, ao inv+¬s de assustar, tem granjeado um cada vez maior n+¦mero de adeptos.
Chegados a Sernada, os ainda menos preparados l+í estavam, junto +á esta+º+úo dos caminhos de ferro, a aprontar-se para enfrentar as encostas da serra.
O trajecto desenvolveu-se pelo trilho da margem esquerda do rio Vouga. A travessia processou-se pela ponte do IP5, naquele que +¬, porventura, o trilho mais vezes utilizado. +ë um trilho r+ípido, largo, com um piso em terra bastante regular, de quando em onde, ainda que por curtos espa+ºos, apresentando alguma pedra, em particular nas zonas de subida, o que as torna mais interessantes. O Cap+úo e o Nuno, ou melhor, os Nunos, o Gomes e o Troia, como de costume, ou n+úo fosse este um trilho r+ípido, l+í empreenderam o seu ritmo e hei-los a desaparecer rapidamente, s+¦ voltando a aparecer junto ao cruzamento da subida para o tanque, onde pacientemente e em alegre cavaqueira nos aguardavam para o re-agrupamento.
Fosse por essa ou por outras, o Cap+úozinho l+í para o fim acabou por pagar a factura, n+úo sem antes demonstrar inequivocamente que, se fosse preciso, ele l+í estava, sempre pronto para mais um sprint, uma arrancada, ou o que quer que fosse. Desistir +¬ que n+úo +¬ com ele. Por outro lado, +¬ dif+¡cil saber se o "Cap+úozinho" faz mais quil+¦metros em duas ou numa roda s+¦ (aquela bicicleta +¬ bem endiabrada, tem claramente duas posi+º+¦es: a horizontal e a sub-vertical), al+¬m de que ele est+í sempre em todo o lado, +á frente e atr+ís (como +¬ isso poss+¡vel?!), em particular quando algu+¬m precisa de assist+¬ncia.
A subida para o tanque sofreu algumas beneficia+º+¦es. O trilho est+í agora mais regular e mais largo, o que permite, em sentido inverso, descer, ainda, com mais velocidade. O que perdeu em t+¬cnica ganhou em velocidade. Bem interessante para os apreciadores de uma boa descida. +ë preciso alguma aten+º+úo na fase final, que n+úo foi alvo de beneficia+º+¦es. Mant+¬m as "regueiras" bem fundas, escavadas pelas +íguas de escorr+¬ncia, que exigem muita aten+º+úo e muita t+¬cnica quando atacadas em velocidade.
No tanque o grupo separou-se. Uns decidiram subir at+¬ +ás antenas e outros optaram por seguir a direc+º+úo da casa do guarda para atacar, em sentido descendente, umas trialeiras interessant+¡ssimas, que permitem elevar a adrenalina a n+¡veis bem altos, em particular a parte final da primeira trialeira que sai do alcatr+úo e que termina numa vala bem escavada, sendo o lado esquerdo mais um buraco que uma vala. Para perceber isso, bastava ouvir os primeiros que l+í chegaram, a gritar para os que ainda vinham atr+ís: "- Pela direita, pela direita!..."
S+úos e salvos, todos, l+í atacamos a segunda trialeira, mais t+¬cnica, menos velocidade, mas nem por isso menos interessante, at+¬ +á antiga linha de comboio que nos haveria de levar, com passagem pelo t+¦nel, at+¬ +á ponte de Pessegueiro, onde, l+í do alto, apreciamos, como de costume, a inesgot+ível beleza do local.
Depois, em ligeira pedalada,
foi s+¦ rolar at+¬ Sernada,
local onde alguns ficaram
e outros a Aveiro rumaram.

[1]   jo+úo  |  03-01-2005
Os Arfadores e o Vasco.

Bem poderia ser este o t+¡tulo de uma cr+¦nica sobre a sa+¡da de ontem para o Caramulo. Desde os primeiros tempos, por raz+¦es mais que +¦bvias, que este tem sido um dos nossos lugares de elei+º+úo. Mas desta vez, a iniciativa n+úo partiu de n+¦s. O desafio foi lan+ºado pelo Vasco, a exemplo do que j+í tinha acontecido quando fomos para a Lous+ú, em 18 de Dezembro. E assim, sem o saber, o Vasco foi respons+ível pela organiza+º+úo do primeiro evento Arfador de 2005.
Apesar do desafio que lan+ºou l+í para os lados da Figueira, ningu+¬m ocorreu ao evento. Parece, segundo rezam as m+ís l+¡nguas, que houve umas for+ºas de bloqueio que actuaram no sentido de evitar a participa+º+úo dos companheiros Figueirenses. Na impossibilidade de confirmar a veracidade destes rumores, abstemo-nos de os comentar. Fica, contudo, o registo da presen+ºa solit+íria do Vasco para al+¬m dos Arfadores.
O percurso, excelente como n+úo poderia deixar de ser, foi um pouco incaracter+¡stico para os Arfadores. Os trilhos t+¬cnicos, aos quais est+úo t+úo habituados, estiveram arredios. Foi um percurso feito em duas etapas distintas. Uma primeira parte GÇ£s+¦ desceGÇ¥, efectuada em (algum) alcatr+úo e GÇ£estrad+¦esGÇ¥ em terra bem lisa e largos, e uma segunda parte GÇ£s+¦ sobeGÇ¥ maioritariamente realizada, tamb+¬m, em GÇ£estrad+¦esGÇ¥ largos, de piso regular com algumas GÇ£pedritasGÇ¥ que l+í iam fazendo actuar e justificar, ainda que levemente, as suspens+¦es totais. Compreende-se o porqu+¬ da escolha deste trajecto. O Vasco era o +¦nico com uma r+¡gida, sim porque o purista do nosso Arfoguia levava a sua CroMoli, que, como +¬ sabido, n+úo se pode inequivocamente afirmar que seja propriamente uma r+¡gida.
Depois de tudo descer no Caramulo (parece imposs+¡vel, mas +¬ verdade) e quando j+í est+ívamos novamente pr+¦ximos de Aveiro, a(s) longa(s) subida(s) novamente para a povoa+º+úo do Caramulo deixou algumas mossas. Os dias anteriores, plenos de comemora+º+¦es, comidas, doces e bebidas, n+úo aconselhavam nada do g+¬nero. Mas como os Arfadores n+úo dizem que n+úo a uma bela de uma subida, l+í galgamos os quil+¦metros de subida at+¬ ao topo. O esp+¡rito ficou realimentado e o +ónimo refor+ºado. No fundo, nada melhor para purificar o corpo e a mente.
Para rematar com chave de ouro, o nosso Arfoguia, M+írio Fernandes, como n+úo podia deixar de ser, l+í falou na bela da tasquinha que ele conhecia onde se podia saborear umas deliciosas sandes de presunto. Palavras santas. +Çquela hora do dia, 13:30, s+¦ faltava mesmo alimentar o est+¦mago para a plenitude. E assim fomos conviver mais um pouco para a Taberna do Rei. Aqui chegados, e perante o quadro com que nos deparamos, qual presunto qual qu+¬. Foram, isso sim, umas quantas sandes de um delicioso lombo assado e outras quantas de morcela, e que morcela(!), acompanhadas de umas n+úo menos deliciosas minis pretas bem frescas e saborosas. E assim se concluiu mais um memor+ível dia Arfante.







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