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DIÁRIO DE
VIAGEM
| [8] nuno | 22-06-2006 |
LUSOALPES 2006
N+úo +¬ nada f+ícil relatar de forma a fazer sentir o que foi o LusoAlpes. +ë uma experi+¬ncia simplesmente fant+ísticaGǪ, o trajecto constru+¡do pelo Guillaume +¬ verdadeiramente not+ível e +¬ do mais pur+¡ssimo BTT.
+ë um evento extremo, ou se gosta muito ou se detesta.
Eu, porque as sensa+º+¦es vividas justificam plenamente a sua GÇ£viol+¬nciaGÇ¥, tenho a sorte de ser dos que sentem um grande fasc+¡nio pelo LusoAlpes.
Ao longo de 10 horas de pedalada montanha acima, pedra abaixo, ocorrem-nos pensamentos e ouvimos coisas que nos v+úo dando o conforto que necessitamos para chegar ao fim:
- GÇ£Boa sorte! Vamos com muita calma e sem desesperos, vai correr tudo bem!GÇ¥ - (O cumprimento e abra+ºo amigo +á sa+¡da de Amarante de quem sabe o que nos esperaGǪ) - GÇ£Vinha a pensar para comigo: para burro bastava eu!GÇ¥ - (coment+írio do GÇ£VelhoGÇ¥ que descia a cal+ºada GÇ£Alpes Duez do BTTGÇ¥ com um cesto +á cabe+ºa enquanto n+¦s a sub+¡amos com a bike +ás costas.) - GÇ£GǪvamos endireitar isto, temos que chegar ao fim para a filha ficar toda orgulhosa do pai!GÇ¥ - (o meu companheiro de viagem Manuel aquando da avaria da mola das pastilhas dos meus trav+¦es.) - GÇ£Isto +¬ que +¬ BTTGǪquem n+úo quer sofrer fica no sof+íGǪ" - (Di+ílogos entre companheiros de aventura sempre que os trilhos fechavam, as pedras apareciam e dificuldades de progress+úo aumentavam.) - GÇ£Este aparelho +¬ fant+ísticoGÇ¥ - (Elogio GPS quando navegava no meio do nevoeiro e a visibilidade n+úo era superior a 2/3 metros.) - GÇ£GǪdeixa-os vir, que v+úo ver o que +¬ um c+úo de verdade!GÇ¥ - (Manuel Costa, em resposta aos meus receios quando 3 c+úes se afastavam do rebanho com alguma vontade de nos GÇ£guardarGÇ¥ a n+¦s.) - GÇ£Se eles est+úo c+í para trabalhar, n+úo h+í perigoGǪGÇ¥ - (Quando verifiquei que os homens que fariam a manuten+º+úo nos geradores e+¦licos se encontravam abrigados da chuva dentro das carrinhas. Auto convencimento para enfrentar o temporal que se abateu sobre n+¦s no ponto mais alto do Alv+úo e comecei a temer o risco de trovoada.) - GÇ£Hoje fiz mais um amigo, com quem me deu um prazer imenso pedalar!GÇ¥ - (Foi o Manuel Costa da Majorfe - Rebordosa, que apanhou boleia do meu GPS e que me ajudou a superar todas as dificuldades.) T+úo gratificante como o concluir, s+¦ sentirmos a partilha deste desafio com os nossos amigos, naqueles sorrisos de satisfa+º+úo estampado nos rostos transfigurados do cansa+ºo. GRANDES ARFADORES!!!Um abra+ºo arfante nuno gomes
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| [7] vasco | 01-05-2006 |
Maratona do Contrabando - Moimenta
Finalmente o regresso a Moimenta, conhecida como Moimenta da Raia, situada no extremo norte do concelho de Vinhais, distrito de Bragan+ºa.
Em virtude do excelente conhecimento que tenho sobre o povoado, pois durante muito tempo passei parte das minhas f+¬rias de ver+úo no mesmo, desde logo senti curiosidade por que lugares e trilhos o Raid /Maratona de 50 e poucos km iria passar. A organiza+º+úo da responsabilidade da C+ómara Municipal de Vinhais, dinamizada pelo H+¬lder, que muito tem feito pelo BTT, e por trazer centenas de betetistas e famliares a este recanto integrado na +írea do Parque Natural do Montesinho.
Pois muito bem: este ano o percurso entrou em terras castelhanas, bem perto do local geogr+ífico conhecido pela fraga dos tr+¬s reinos, onde efectivamente se divide o territ+¦rio de Portugal, a regi+úo aut+¦noma da Galiza e Le+úo/Castela.
Moimenta, Hermisende, Zeive, Dine, Mountouto e regresso a Moimenta. Os locais pouco dir+úo aos que n+úo s+úo da terra. Para mim est+úo cheios de significado pois vezes sem conta ouvi do meu av+¦ hist+¦rias do arco da velha, de persegui+º+úo de contrabandistas (trelo) e de um Portugal de h+í 70/80 anos que deixou de existir.
O passeio iniciou-se com a descida +á Ponte do Cou+ºo sobre o Rio Tuela, por alcatr+úo, mas rapidamente entramos num trilho que serpenteou a encosta pelo chamado Vale de Bragan+ºa. Ap+¦s alguns Kms a primeira subida do dia que curiosamente j+í a tinha feito h+í cerca de dois anos e regresso +á estrada que vai a Monfreita. Sa+¡da pelo lado esquerdo e entrada num trilho com uma descida alucinante para Hermisende, j+í em Espanha. Aqui foi servido o primeiro abastecimento.
Muito se tem dito sobre a qualidade dos abastecimentos e a maior ou menor qualidade da oferta dispon+¡vel. Quem quiser verificar o que +¬ uma organiza+º+úo, de um organismo p+¦blico, +¬ certo, mas que n+úo se limita a oferecer +ígua de garraf+úo e laranjas, +¬ s+¦ participar neste passeio que tudo indica se far+í em 2007. Eles foram empadilhas, chouri+ºo, alheiras, presunto, queijo, marmelada, .... Como era passeio e porque Portalegre +¬ j+í a seguir aproveitei para saborear um pouco de tudo e permitiu-me reflectir na atitude de muitos betetistas que entravam no espa+ºo a correr e saiam a fugir como se o acabar o mais depressa poss+¡vel lhe trouxessem alguma mais valia...enfim, cada um +¬ que sabe de si...De Hermisende regressamos a Portugal, sempre por altitudes consider+íveis, chegando aos 1300 metros. Passagem por Zeive e entrada em Dine. Se o primeiro abastecimento foi recheado de iguarias op+¡paras sobre o 2-¦ ...pode dizer-se que as alheiras estavam um mimo e pensei mesmo ficar por ali pois tinha boleia garantida com o Fernando, amigo nosso que nos acompanhou de carro, e que ainda provou o repasto.
Subida ainda a Montouto a cerca de 1000 metros de altitude na encosta da Serra da Coroa e regresso +á Moimenta .
Tivemos tempo ainda para viver o ambiente da feira franca que l+í se realizava e pena foi mesmo n+úo termos assistido +á chega de bois, animaiszinhos que podem facilmente ultrapassr os 500 kg. O boi de cobri+º+úo ou boi da aldeia +¬ um bicho de estima+º+úo e quando o mesmo perde na luta com outro boi, de outra freguesia, em tempos era sin+¦nimo de grande vergonha e de luto, pois animal de incontorn+ível virilidade, se afugentado ou derrotado por outro, a popula+º+úo masculina do lugar passaria certamente a dormir menos bem. Abandonando agora a etnografia e concluindo o percurso de BTT da maratona do Contrabando: estrad+¦es muito rolantes, descidas vertiginosas e algumas trai+ºoeiras, pois alguns regos estavam escondidos por detr+ís de lombas pronunciadas, subidas que nunca mais acabavam... enfim, todos os ingredientes para nos porem +á prova, a n+¦s e +á m+íquina. Carvalhos , castanheiros e pinheiros, fazendo lembrar o pinheiro n+¦rdico, eram a nota dominante da paisagem
Serviu tamb+¬m para fazer um reconhecimento visual para o passeio que quero organizar de cerca de 100 Km para um grupo muito restrito de tal forma ser+í a sua dificuldade f+¡sica: Moimenta- Lago de Sanabria.
Abra+ºos e at+¬ para a pr+¦xima
Vasco
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| [6] vasco | 09-04-2006 |
Raid Raia 90 - Idanha
Finalmente a primeira maratona do ano com 100 Km. Embora o desn+¡vel (subidas acumuladas) n+úo fosse por ir al+¬m, duas delas prometiam estragos: a conquista de Penha Garcia, quem l+í andou sabe do que falo, e a subida de Monsanto...pela cal+ºada romana , pois claro, e como n+úo podia deixar de ser...com ela +á m+úo.
Como nenhum amigo arfador alinhou, e como os Figueirenses tamb+¬m acabaram por desistir, desesperado teria de arranjar companhia pois fazer a viagem at+¬ Idanha s+¦...come+ºa a ser muita fruta pra mim. Dessa forma, depois de estabelecidos os contactos, segui viagem com ilustres representantes de um dos grupos de BTT da cidade de Coimbra: GR Clube. Tive o prazer da companhia do Ant+¦nio Queir+¦s, Rui Agapito e Paulo Ramos.
Quanto +á maratona, e no que respeita ao meu estado f+¡sico, estava com curiosidade para ver a minha presta+º+úo, pois tive parado praticamente duas semanas depois da lama da Maratona do Centro (Leiria)e tinha recome+ºado +á cerca de uma semana com treinos bidi+írios, intercalados com telefonemas e mails provocat+¦rios para o nosso amigo trabalhador de um organismo do Estado (JR).
O percurso fabuloso. A paisagem arrebatadora. Come+ºamos em Idanha, a descer por uma cal+ºada t+¬cnica e progressivamente l+í fomos calcorreando trilhos, estrad+¦es at+¬ chegarmos +á barragem de Idanha onde o azul da albufeira contrasta harmoniosamente com o verde da paisagem. Nessa passagem mais um mergulho numa po+ºa de lama que me provocou uma queda inesperada e nem tempo tive de tirar o p+¬ do encaixe. Enlameado volto +á corrida , depressa apanho um grupo de mais tr+¬s e deixo-me ir com o mesmo. De repente eis-me apenas com um betetista montado numa...SantaCruz vendida e com assist+¬ncia , como n+úo podia deixar de ser, no C+¬sar. Embora n+úo lhe tenha perguntado o nome , agrade+ºo o facto de me ter lubrificado a transmiss+úo, pois n+úo obstante o piso apenas pontualmente estar lameado, tinha a corrente sem +¦leo e chiava que parecia arrebentar a qualquer momento.
Subida a Penha Garcia e mais tarde a Monsanto, pela dita cal+ºada. Fica a certeza de que a paisagem merece de novo ser visitada pois +¬ magn+¡fica.
Quase a chegar a Idanha sou apanhado pelo Ant+¦nio Queir+¦s e deixo-me ir na roda dele. Chegamos juntos +á meta e pouco tempo depois chegam os restantes GR-¦s que como +¬ seu apan+ígio est+úo sempre em grande forma.
Fiz cerca de 5.35 minutos, mais minuto, menos minuto, e bati todos os recordes em tyermos e tempo num Raid de 100 Km. +ë claro que a altimetria n+úo foi nenhuma coisa do outro mundo mas psicologicamente foi compensador.
Segue-se Gr+óndola e a+¡ terei a companhia do Nuno e do Jo+úo Maia. Vamos a ver..como +¬ que as coisas correm. Rezem para que n+úo chova, pois mesmo em Idanha, onde a chuva que cai n+úo se compara com a do litoral, partes do tro+ºo muuita lama foi presenteado aos participantes.
Vasco
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| [5] jo+úo | 06-03-2006 |
A Maratona da Mealhada conquistou definitivamente o seu espa+ºo e identidade pr+¦pria. Esta Maratona da Primavera, +¬, indubitavelmente, o primeiro grande evento de BTT a n+¡vel nacional. Os atletas t+¬m, aqui, a primeira grande oportunidade para testarem a sua condi+º+úo e prepara+º+úo f+¡sicas. A comprov+í-lo, o n+¦mero de participantes que n+úo p+íra de crescer ano ap+¦s ano.
O calend+írio das maratonas e outros eventos nacionais +¬ vasto e variado. J+í n+úo +¬ poss+¡vel ir a todas. Mas felizmente que assim +¬! Com t+úo grande n+¦mero e variedade, os mecanismos da selec+º+úo natural n+úo deixar+úo de se impor e, no futuro, s+¦ as melhores sobreviver+úo, seja pela geografia e beleza natural das regi+¦es onde se realizam, seja pelo n+¡vel e qualidade da organiza+º+úo. E, neste particular, a Aventura21 n+úo facilita. Com o n+¡vel de excel+¬ncia a que j+í nos habituou, este ano esteve como s+¦ poderia estar: extraordin+íria.
S+¦ quem esteve presente pode avaliar isso, porque este ano, a Maratona da Mealhada foi diferente. As previs+¦es meteorol+¦gicas n+úo podiam ser piores. Como disse um companheiro, com muita propriedade, n+úo faltava l+í nada: ventos com rajadas at+¬ 100 km/h, chuva, granizo, neve acima dos mil metros. Felizmente, para n+¦s, a orografia da Serra do Bu+ºaco n+úo chegava t+úo alto.
No entanto, quem, na regi+úo Aveiro, j+í estivesse na estrada por volta das 7:45, p+¦de assistir aquilo que mais parecia um tornado. Num repente, e desaparecendo tal como apareceu, em poucos minutos um vendaval enorme derrubou sinais de tr+ónsito, contentores do lixo, partiu +írvores, levantou a +ígua da chuva acumulada na estrada mais parecendo que estava a chover do ch+úo. Impressionante! Com este espect+ículo (!?) muitas foram as d+¦vidas sobre a realiza+º+úo ou n+úo da maratona. Quantos GÇ£malucosGÇ¥ deixariam o aconchego dos seus lares para se aventurarem por montes e vales naquelas condi+º+¦es tempestuosas?
N+úo foi um nem dois, foram centenas! N+úo sei se pela paix+úo e apego +á modalidade, se pela confian+ºa que depositaram na organiza+º+úo. Qualquer que tenha sido a raz+úo, e n+úo foi pela inscri+º+úo j+í estar paga, pois a organiza+º+úo fez saber, em mais uma atitude not+ível a juntar a tantas outras, que devolvia o dinheiro a quem desistisse, centenas de atletas n+úo quiseram deixar de marcar presen+ºa na Maratona da Mealhada, facto que comprova inequivocamente a maturidade desta evento que j+í +¬ o maior de toda a regi+úo centro e norte de Portugal. E como a sorte protege os audazes, o temporal amainou e o c+¬u azul, ainda que a espa+ºos, tamb+¬m ele n+úo deixou de marcar presen+ºa na hora da partida.
Esta maratona ir+í, por certo, ficar para sempre na mem+¦ria de todos os que nela participaram. Chegar ao fim, estou em crer, tornou-se o principal objectivo para grande n+¦mero, sen+úo a maioria, dos atletas. As condi+º+¦es do terreno eram dur+¡ssimas, a lama era omnipresente, ribeiros caudalosos, alimentados pela fortes chuvas que a espa+ºos teimavam em cair com ferocidade, foram atravessados, uns a p+¬ outros ainda em cima da bicicleta. Em duas ocasi+¦es, o granizo tamb+¬m fez quest+úo de n+úo primar pela aus+¬ncia. E no alto dos moinhos foi a vez do vento, forte, avassalador, capaz de desequilibrar os mais incautos e menos atentos.
Lutar foi uma constante. E j+í n+úo se tratava de lutar s+¦ contra os elementos. Era uma luta tamb+¬m interior, contra n+¦s pr+¦prios, onde a busca pela mais pequena reminisc+¬ncia de +ónimo capaz de nos levar at+¬ ao fim foi uma constante. A bicicleta n+úo rolava, as rodas afundavam na lama, os trav+¦es h+í muito que estavam destru+¡dos pelos quilos de lama acumulada em tudo o que era superf+¡cie e reentr+óncia.
Foi uma maratona de trabalho, do princ+¡pio ao fim, uma maratona da tenacidade, da vontade de vencer, uma luta s+¦ ultrapassada na dimens+úo por aquele sentimento inebriante e possuidor, expresso por uma +¦nica palavra s+¦ para n+¦s proferida: GÇ£- ChegueiGÇ¥!
As minhas +¦ltimas palavras, de apre+ºo e admira+º+úo, v+úo para a organiza+º+úo e para todos os elementos por ela mobilizados. Organizar uma maratona desta dimens+úo e com esta qualidade +¬ uma tarefa gigantesca, mas nas condi+º+¦es em que esta o foi, +¬ uma tarefa tit+ónica s+¦ ao alcance de organiza+º+¦es superiores.
Se +¬ verdade que os atletas sofreram, o que dizer das dezenas e dezenas de jovens e adultos que aguentaram no seu posto intr+¬pida e estoicamente a intemp+¬rie que tamb+¬m sobre eles se abateu, e executaram com denodado e empenhado esfor+ºo as tarefas de que foram incumbidos?
+Ç Aventura21 e a todos aqueles que tornaram poss+¡vel a realiza+º+úo deste evento +¦nico, um bem haja e que nunca lhes faltem as for+ºas nem as capacidades para continuarem a organizar esta Maratona da Mealhada, a Maratona da Primavera.
Jo+úo Ribeiro
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| [4] vasco | 22-02-2006 |
Uma 4-¬ feira diferente
Depois de levar a minha filha ao infant+írio, por volta das 10.00 horas decidi fazer uma volta distinta das outras, das que tinha vindo a fazer. Nas +¦ltimas duas semanas fui a Oliveira de Frades, via Ribeiradio e S.Jo+úo da Serra (regresso). Nessas voltas olhva para o imponente maci+ºo Da Gralheira, e para toda a Serra da Arada.
Hoje teria de l+í andar. Deixei o carro em Macinhata do Vouga, tomo o caf+¬zinho +ás 11.00 horas em ponto e vamos a isso que se faz tarde. Macinhata, Pessegueiro, Couto de Esteves (1-¬ paragem para devorar uma sande de presunto e uma banana), e ao fim de algum tempo alcan+ºo a Pitoresca povoa+º+úo S.Jo+úo da Serra. Descanso no largo, provo umas novas barras e como trazia tamb+¬m uma laranja n+úo perdi tempo. A dolorosa estaria por vir. Ataco logo, sempre por alcatr+úo, pois claro, a +¡ngrenme subida para Manhouce e eis-me a serpentear a encosta depois de ter feito o mesmo ao longo do Vouga. Uma intermin+ível subida, sentindo sempre o atrito dos pneus 2.0 da minha BTT (o que vale est+úo t+úo carecas que s+úo aut+¬nticos slics). Chego +á casa do guarda, mais uma, esta bem abandonada, dirijo-me para Manhouce, de seguida Vilarinho e a+¡ sinto as for+ºas a derreter em cada pedalada , tendo em conta a inclina+º+úo. Aproveito para velejar, ou seja, andar aos zigues zagues, para disfar+ºar a inclina+º+úo. Bendita a hora em que dobro a montanha, salpicada ainda com muita neve que caiu nos +¦ltimos dias. Parque de Campismo da Fraguinha +á vista. Aqui o cron+¦metro deixa de funcionar. Marcava: 3 horas e 5 minutos a pedalar e cerca de 50 Km percorridos desde Macinhata. N+úo sei porque +¬ que me convenci que no alto da Gralheira n+úo haveria mais nenhum declive at+¬ ao planalto da Freita. Logo que abandonei a Fraguinha des+ºo ininterruptamente uma estrada at+¬ Candal ou Cando e Cabreiro e depressa me convenci que teria de subir novamente at+¬ chegar ao Planalto da Freita. Ainda pergunto a um pobre lavrador se o parque de campismo do Merujal ainda falta. O homem desata a rir e diz-me que se quizesse me levava l+í de tractor pois teria que subir por uma estradeca que se perdia l+í no horizonte. Toca a subir. Nunca mais chegava ao fim...como prepara+º+úo para as maratonas que se avizinham estava a abusar. Atingi finalmente o planalto da Freita cheia de palitos (20, 24 , 26 aerogeradores...) e estradas todas esburacadas devido aos cami+¦es que os transportavam. Ainda pergunto a um dos trabalhadores dos aerogeradores qual a estrada que me poderia levar at+¬ +á Serra do Cercal. Mas enganei-me e quando dei por ela j+í era tarde demais : fui ter +á SRa da Lage. Desci rapidamente pela estrada nacional at+¬ Vale de Cambra e a+¡ sem for+ºas, todo roto, paro num caf+¬ para trincar qualquer coisa e lembrei-me de ligar ao meu amigo trabalhador de um organismo do Estado que metido no escrit+¦rio, perdido em papeladas, teve certamente um dia bem mais emocionante que o meu. Diz-me que para Sever do Vouga a estrada nem subia muito...(&$&%#)?= ?)=)=%#&() Assim que cheguei ao cruzamento da Senhora da Saude, estava j+í transformado em Zombie. Viro para Silva Escura e a+¡ meto pela primeira vez em estrad+úo. Como o terreno j+í era conhecido foi um ver se te avias para chegar ao Infant+írio em Aveiro pelo menos +ás 18.30 para buscar as minhas filhas. Alto da Serra, Casa do Guarda. Vila Nova de FUsos e finalmente Carvoeiro - Macinhata. Chegada por volta das 18.30 ao caf+¬ da esta+º+úo. Pelas minhas contas cerca de 140 Km e um empeno garantido. Tenho de usar o halibut das minhas filhas para ver se me alivio da irrita+º+úo provocada pelo selim (eheheheeh)
Abra+ºos
Vasco Sousa
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| [3] valdemar | 30-01-2006 |
BTT ILHAVO 2006 GÇô Grupo Desportivo da Gafanha de +üquem.
Ora a+¡ est+í algo de diferente para os Arfadores. Orienta+º+úo em BTT com road-book.
Pena que a neve (na serra) e o frio tenham desviado desta actividade alguns dos nossos colegas, mas estivemos em n+¦mero aceit+ível GÇô M+írio, V+¡tor, Freixinho, Valdemar GÇô e tivemos surpresas: o arfador fundador Mariano, infelizmente agora sem tempo para nos aturar, e a Ana Paula Vizinho (sim, essa mesmo, a amiga dos pinguins) que ap+¦s alguns anos sem dar not+¡cias resolveu aparecer o que torna o nosso grupo bem mais simp+ítico.
Concentra+º+úo, 7,5 km de tro+ºo de liga+º+úo a bater o dente, seguidos de 17 km percorridos sem falhas, a ritmo certo, sem chuva.
O facto de termos sa+¡do juntos (M+írio e Ana Paula no mesmo minuto e eu no minuto seguinte) permitiu-nos aos 3 rolar em conjunto do princ+¡pio ao fim e beneficiar da experi+¬ncia do M+írio neste tipo de passeios em orienta+º+úo, e s+¦ n+úo chegamos juntos ao final porque a Ana Paula se atrasou no +¦ltimo km.
Resultado: aquilo que devia ter sido um 1-¦ lugar ex-aequo transformou-se na terceira surpresa do dia, uma vit+¦ria aqui para o escriba (pela vantagem de um minuto na sa+¡da) ficando o M+írio com o 2-¦ lugar da geral. Isto de ficar em primeiro +¬ fixe, sabe mesmo bem receber parab+¬ns e banho de espumante. O nosso Arfoguia j+í me disse que para a pr+¦xima me deixa ganhar outra vez (pois, pois...).
Para completar as boas not+¡cias a Ana Paula ficou com o 1-¦ lugar femininos sem dar hip+¦teses +á concorr+¬ncia. A quem sabe nunca esquece.
Organiza+º+úo em grande n+¡vel. Muitos e bons elementos, eficazes, bem dispostos, coordenados, muito profissionais. S+¦ um reparo: a +ígua dos banhos, fresquinha quanto baste e em pouca quantidade.
Percurso agrad+ível, rolante, sem zonas de grande dificuldade, bem marcado no road-book, enfim o ideal para cativar o pessoal para novas e mais exigentes aventuras deste tipo. Parab+¬ns ao Miguel Ca+ºador, homem de muita experi+¬ncia neste tipo de actividades e sempre com um entusiasmo inacredit+ível.
A sorte dos Arfadores esteve presente at+¬ no momento do sorteio das lembran+ºas o que nos permitiu levar para casa, al+¬m dos trof+¬us, v+írias prendinhas bem +¦teis.
Para o ano l+í estaremosGǪ
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| [2] Jo+úo | 16-01-2006 |
+ë verdade! J+í n+úo andava desde o ano passado.
As semanas de inac+º+úo sucediam-se, as calorias assimiladas em doces e demais iguarias tradicionais teimavam em acumular-se, +ás quais, e para agravar, se juntavam as dos imperd+¡veis elixires t+úo profusamente emborcados +á roda da mesa de amigos e familiares.
Tudo isto por causa da quadra! Que palavra esta. Se n+úo estivesse amputada, bem que poderia ser mais significativa. Pois +¬, basta acrescentar-lhe no fim a s+¡laba "do" e a+¡ temos o meu verdadeiro estado. Exactamente, "quadrado"!
Mas quem tem por amigos os Arfadores, esse n+úo +¬ estado que perdure por muito tempo.
Isso porque n+úo h+í estado de tempo, por mais adverso, que impe+ºa programadas sa+¡das de se realizarem.
Ontem, uma vez mais, assim foi! Chovia bastante, mas n+úo o suficiente! Reunidos nas bombas da Repsol, a +¦nica altera+º+úo ao inicialmente programado foi o local. Em vez do Caramulo, optamos por Sernada do Vouga.
N+úo podia ter sido melhor a decis+úo. Os trilhos estavam verdadeiramente fant+ísticos. Eram trilhos por demais conhecidos, mas h+í muito, muito tempo que os n+úo percorr+¡amos naquelas condi+º+¦es.
A +ígua escorrida, com alguma express+úo, pelos regos que, em ziguezague, se desenvolviam encosta abaixo. As pedras, lavadas da terra que as cobria, apresentavam-se escorregadias, obrigando-nos a apelar a todas as nossas capacidades BTT+¡sticas.
Apesar de completamente encharcado, com lama por tudo quanto era s+¡tio, confesso que me deu um gozo de mi+¦do percorrer aquelas encostas e trilhos naquelas condi+º+¦es.
Mais a mais, porque neste dia se registou o regresso +ás lides, e em grande forma, do nosso ArfoGuia, M+írio Fernandes. E regressou na sua melhor forma: insatisfeito e a querer sempre mais. Ele +¬ que orientou toda a sa+¡da. Era ouvi-lo: "- E se f+¦ssemos ali, e acol+í, e acoli...". Antes mesmo de termos tempo de responder era v+¬-lo, j+í, a pedalar, numa forma f+¡sica invej+ível (quem diria, depois de tantos meses de inactividade) encosta acima, impar+ível! S+¦ mesmo o Valdemar +¬ que conseguia acompanhar aquele ritmo.
Foi bom, muito bem mesmo.
Reinou a alegria, a satisfa+º+úo, o prazer imenso que a companhia de t+úo excelentes companheiros e amigos sempre porporciona.
2006 bem pode contar connosco. Os Arfadores a+¡ est+úo para mais um ano de intensa actividade.
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| [1] Jo+úo | 01-01-2006 |
Inicia-se, hoje, um novo ano.
Embora com algumas pequenas variantes, amigos de sempre e novos amigos, comida diferente, local diferente, poder+í parecer mais um ano como todos os outros.
Mas n+úo. Este ano +¬ diferente!
O BTT est+í consolidado e j+í n+úo +¬ encarado como uma modalidade da moda.
S+úo cada vez mais os praticantes que se encontram por esses trilhos fora. +ë dif+¡cil ir, hoje, a uma qualquer serra portuguesa e n+úo encontrar por l+í algu+¬m a desfrutar dos enormes prazeres que esta modalidade de excel+¬ncia poporciona.
As iniciativas ligadas +á modalidade multiplicam-se e o n+¦mero de novos praticantes n+úo p+íra de crescer.
Esperando que assim continue, s+¦ me resta desejar a todos um 2006 verdadeiramente espectacular.
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