Rota do Bacalhau - Um evento que deixou de ser regional
Um evento que salta as fronteiras regionais e adquire, a cada dia que passa, uma dimensão cada vez mais nacional.
A origem dos inscritos para a 2ª edição da Rota do Bacalhau abrange, já, praticamente todo o território nacional.
Um indicador claro do alto sentido de solidariedade do povo Português. Com a sua participação na Rota do Bacalhau, os participantes sabem que estão a dar o seu contributo em prol da Obra da Criança, numa acção que se materializada num contributo de inestimável valor solidário e social.
Rota do Bacalhau 2011
Falar na primeira pessoa de sucessos próprios não é de bom tom. É até desaconselhado.
Porém, lendo as críticas dos participantes à primeira edição da Rota do Bacalhau, pode afirmar-se que, de facto, o evento foi um grande sucesso.
Já o dissemos, mas nunca é demais repetir, porque fazer justiça, isso sim, é de bom tom e desejável, o sucesso foi, em primeira instância, dos participantes, pelo enorme contributo que deram, através do seu donativo de participação, que possibilitou a realização de obras de melhoramento na Obra da Criança até então adiadas.
No próprio dia, e nos dias seguintes, muitas foram as vozes que expressaram "venha daí a segunda edição". Não estava nos planos iniciais do Rotary Club de Ílhavo organizar uma segunda edição. Porém, e porque as solicitações foram imensas, e porque já há patrocinadores dispostos a dar novamente o seu contributo, e, principalmente, porque a Obra da Criança ainda tem carências, o Rotary Club de Ílhavo decidiu apadrinhar novamente a instituição e vai organizar a 2ª Edição da Rota do Bacalhau no próximo dia 29 de Maio de 2011, alargando, ainda que ligeiramente, para 750 o número de participantes, e o contributo para 20 €.
Os tempos não são de fartura, e se, regra geral, para todos, são tempos difíceis, mais difíceis o são para quem é carenciado. Neste quadro, não podíamos deixar de organizar novamente o evento, visando, uma vez mais, angariar fundos, materiais e equipamentos para a Obra da Criança.
Apelamos àquilo em que os portugueses são ricos: o saber ser solidário.
Com diversão, fazendo aquilo que mais gostamos, em ambiente de festa e com a vossa colaboração, vamos, em conjunto, criar novamente um momento memorável em que todos nos sintamos orgulhosos e satisfeitos por termos, com o nosso contributo, propiciado condições para que outros, mais carenciados, possam, apesar das vicissitudes, olhar para o futuro com mais esperança e com mais confiança.
Dia 29 de Maio de 2011, na cidade de Ílhavo, a 2ª edição da Rota do Bacalhau.
Intervenções efectuadas na Obra da Criança
Piso flutuante colocado em todos os quartos da casa das meninas
Colocação de 6 janelas em 3 quartos da casa 4
Painéis solares para aquecimento de águas
Recuperador de calor
Além dos equipamentos patentes nas fotografias, foram ainda atribuídas 3 bolsas de estudo, que vão permitir a prossecução dos estudos a três jovens com um percurso escolar meritório. Os trabalhos de instalação do piso flutuante na casa dos rapazes, casa 3, já foram igualmente iniciados.
No rescaldo da Rota do Bacalhau, fazer uma avaliação da iniciativa impunha-se!
Fazê-lo no imediato, seria, porventura, inapropriado, por carecer do necessário distanciamento e, por isso, potencialmente poder enfermar de inexactidões e imprecisões decorrentes de uma percepção, quiçá, distorcida pelos inebriantes e fecundos momentos, factos e situações em que a Rota do Bacalhau foi prolífica.
Elididas as dúvidas e as angústias durante meses omnipresentes, motivados, agora, pelas entusiasmantes apreciações, podemos, finalmente, afirmar que a Rota do Bacalhau foi, de facto, um grande sucesso.
Há méritos a partilhar. Em primeiro lugar esse mérito vai para os participantes que, diríamos, altruística e magnanimamente disseram presente e, pela diferença, participaram na Rota do Bacalhau dando, para eles, e certamente para muitos, um pequeno contributo, mas, para a Obra da Criança, grandioso, que poderá, assim, iniciar projectos e encetar iniciativas quase eterna e permanente adiadas por insuficiências financeiras. E claro, os patrocinadores. Sem eles, a Rota do Bacalhau não seria a mesma. O seu contributo foi gigantesco, porquanto, sem certezas, mesmo assim, abraçaram esta - permitam-nos, temos de o dizer - nobre causa.
E é, também, altura de o confessarmos. Sim, é verdade, o sentimento que nos invade é o sentimento de missão cumprida. Mas não só! É um sentimento de missão cumprida referto de reconhecimento por todos os que abraçaram esta iniciativa de solidariedade e lhe conferiram uma dimensão que será durante muitos anos recordada por toda uma cidade e uma região e, muito especialmente, por aqueles a quem esta iniciativa se destinava. Puderam constatar, como cidadãos e membros de pleno direito de uma Comunidade, que as suas necessidades, desejos e aspirações se podem concretizar, desde que, para isso, alguém, muitos ou poucos, se empenhem, dêem corpo e lutem por aquilo em que acreditam.