Como já vem sendo hábito, o
contributo do ARFAR à Comunidade BTT materializa-se,
sempre que possível, na disponibilização
da análise estatística dos resultados dos
eventos em que participa. Assim foi em Portalegre, assim
é em Retorta!
Participaram nos 120 Km de S. João
em BTT, Retorta, 80 corajosos companheiros,
dos quais sómente 43 (53,75%) concluíram
a a maratona. Este é um bom indicador das dificuldades
encontradas. Trinta e sete participantes (46,25%) não
concluíram a actividade.
O tempo mínimo de conclusão
da maratona foi de 6h e 55m e o tempo máximo de 10h
e 19m. O tempo médio, considerando sómente
os 43 participantes que concluíram a maratona, foi
de 8h 55m 35s.
Estatística
Geral |
| Tempo
Médio |
8:55:35 |
| Mínimo |
6:55:00 |
| Máximo |
10:19:00 |
| Nº participantes |
80 |
| Nº
Finalistas |
43 |
Para analisar a distribuição
dos participantes pelo tempo de conclusão (TC)
da prova, criamos cinco classes de tempo: Classe 1 (TC
< 7h), Classe 2 (7h >= TC < 8h), Classe 3 (8h
>= TC < 9h), Classe 4 (9h >= TC < 10h), Classe
5 (TC >=10h). A distribuição dos participantes
pelas Classes é mostrada no Histograma seguinte.

Em menos de sete horas só um (!)
participante logrou chegar ao fim, entre sete e oito horas
terminaram sete participantes (8,75%), entre oito e nove
horas, treze (16,25%), entre nove e dez horas, dezoito
(22,50%), entre dez e onze horas, quatro (5,00%).
Estatística
Geral |
| Classe
1 |
1 |
1,25% |
| Classe 2 |
7 |
8,75% |
| Classe 3 |
13 |
16,25% |
| Classe 4 |
18 |
22,50% |
| Classe 5 |
4 |
5,00% |
| Desistências |
37 |
46,25% |
Alargando o intervalo, verifica-se que
o grosso dos participantes (38,75%) concluiu a maratona
entre oito e dez horas.
Os números não enganam.
Esta maratona foi dura, e o calor intenso só ajudou
ao festival de desistentes. Não esquecer que 46,25%
(37) dos inscritos não concluiram sequer a actividade!
Chegar ao fim já foi uma vitória.
Uma última nota. O ARFAR constatou
que, em situações de paragem e assistência,
100% dos participantes que passavam de imediato abrandavam
e perguntavam se era necessário alguma coisa. Simplesmente
notável! Uma lição de civismo e desportivismo.
Isto sim, é o Espírito do BTT. Conhecida
que é a hospitalidade e cordialidade das gentes
do Norte, é caso para perguntar: seria dos ares
do Norte ou a cordialidade é contagiosa? Esperemos
que seja, pelo menos doravante, e não só
no Norte!
Lida esta primeira (B)esTaTística,
pedalem agora até ao BTTmania
(Clube de BTT da CPR) para a, não
menos curiosa, segunda parte.
Agradecemos ao BTTmania
(Clube de BTT da CPR) a cortesia da cedência
dos dados em bruto que suportaram esta análise.